Guerra de independência, Guerra dos seis dias, Guerra do Yom Kipur, Intifada, Nova Intifada etc. Todos esses conflitos marcaram a história do Oriente Médio nos últimos sessenta anos. Todos eles envolvendo Israel, Palestinos e países árabes aliados contra Israel. A disputa continua e o que o mundo se pergunta é: quando isso vai acabar?
Com a existência de radicais dispostos a realizar forte pressão política (e militar) dos dois lados para evitar uma solução pacífica para a questão, a perspectiva de paz parece uma miragem em meio a espessa névoa.
No entanto, uma nova liderança emerge no cenário internacional: Barack Hussein Obama, presidente dos Estados Unidos da América. E o discurso de Obama tem provocado uma movimentação mais intensa na região além de reacender a chama oscilante dos acordos de paz.
A liderança americana jamais deixou de influenciar o Oriente Médio e mais especificamente a questão palestina. A diferença é que depois das boas perspectivas de paz construidas pelo democrata Bill Clinton, o governo Bush ignorou completamente o trabalho de construção da paz no Oriente Médio.
Ao contrário, tomando por base as ações no Afeganistão e no Iraque, Bush buscou incendiar ainda mais a região. Osama bin Laden acendeu o sinal de alerta para o descaso de Bush com os retrocessos na Palestina mas o governo americano valeu-se dos ataques do terrorista, não para rever sua postura, mas para propagar a guerra e garantir o controle estratégico do petróleo iraquiano e dos oleodutos e gasodutos do Afeganistão.
Em setembro de 2000, um ano antes dos atentados de bin Laden, começava na Palestina a Nova Intifada, que derrubou por terra todos os avanços cautelosamente arquitetados em Oslo e em acordos posteriores. O Likud de Ariel Sharom assumiu o poder em Israel condenando a criação do Estado Palestino.
E qual foi a postura de Bush diante do retorno da violência? A ignorância. Bush, preocupado com os problemas econômicos internos, travou um combate severo à imigração ilegal ampliando a xenofobia, refutou as chances americanas de participação no Protocolo de Kioto e resolveu não se preocupar em exercer sua prerrogativa de lider mundial para amenizar o conflito que ressurgia.
Então, um ano depois, bin Laden promove os atentados de 11 de setembro de 2001 e deixa em sua mensagem a revolta contra a postura do governo americano que permitiu o retorno da violência na Palestina.
Bush manteve sua coerência durante os oito anos de governo. Foi permissivo com a situação na Palestina e ainda se engajou em duas guerras com participação direta do seu exército. Só agora, com o democrata Barack Obama no poder, é que as discussões sobre a paz na Palestina encontram terreno um pouco mais fértil.
Obama propôs a negociação entre israelenses e palestinos para a criação de um Estado Palestino. Em sua proposta ele pede que Israel interrompa a expansão dos assentamentos judáicos. Para Obama esse é um ponto fundamental.
A agência reuters divulgou hoje que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou a proposta de criação de um Estado Palestino desde que ele seja desmilitarizado e que os palestinos reconheçam Israel enquanto Estado judáico. E refutou a possibilidade de interrupção da expansão dos assentamentos judáicos.
Com a existência de radicais dispostos a realizar forte pressão política (e militar) dos dois lados para evitar uma solução pacífica para a questão, a perspectiva de paz parece uma miragem em meio a espessa névoa.
No entanto, uma nova liderança emerge no cenário internacional: Barack Hussein Obama, presidente dos Estados Unidos da América. E o discurso de Obama tem provocado uma movimentação mais intensa na região além de reacender a chama oscilante dos acordos de paz.
A liderança americana jamais deixou de influenciar o Oriente Médio e mais especificamente a questão palestina. A diferença é que depois das boas perspectivas de paz construidas pelo democrata Bill Clinton, o governo Bush ignorou completamente o trabalho de construção da paz no Oriente Médio.
Ao contrário, tomando por base as ações no Afeganistão e no Iraque, Bush buscou incendiar ainda mais a região. Osama bin Laden acendeu o sinal de alerta para o descaso de Bush com os retrocessos na Palestina mas o governo americano valeu-se dos ataques do terrorista, não para rever sua postura, mas para propagar a guerra e garantir o controle estratégico do petróleo iraquiano e dos oleodutos e gasodutos do Afeganistão.
Em setembro de 2000, um ano antes dos atentados de bin Laden, começava na Palestina a Nova Intifada, que derrubou por terra todos os avanços cautelosamente arquitetados em Oslo e em acordos posteriores. O Likud de Ariel Sharom assumiu o poder em Israel condenando a criação do Estado Palestino.
E qual foi a postura de Bush diante do retorno da violência? A ignorância. Bush, preocupado com os problemas econômicos internos, travou um combate severo à imigração ilegal ampliando a xenofobia, refutou as chances americanas de participação no Protocolo de Kioto e resolveu não se preocupar em exercer sua prerrogativa de lider mundial para amenizar o conflito que ressurgia.
Então, um ano depois, bin Laden promove os atentados de 11 de setembro de 2001 e deixa em sua mensagem a revolta contra a postura do governo americano que permitiu o retorno da violência na Palestina.
Bush manteve sua coerência durante os oito anos de governo. Foi permissivo com a situação na Palestina e ainda se engajou em duas guerras com participação direta do seu exército. Só agora, com o democrata Barack Obama no poder, é que as discussões sobre a paz na Palestina encontram terreno um pouco mais fértil.
Obama propôs a negociação entre israelenses e palestinos para a criação de um Estado Palestino. Em sua proposta ele pede que Israel interrompa a expansão dos assentamentos judáicos. Para Obama esse é um ponto fundamental.
A agência reuters divulgou hoje que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou a proposta de criação de um Estado Palestino desde que ele seja desmilitarizado e que os palestinos reconheçam Israel enquanto Estado judáico. E refutou a possibilidade de interrupção da expansão dos assentamentos judáicos.
"Se recebermos essa garantia de desmilitarização e os arranjos de segurança exigidos por Israel, e se os palestinos reconhecerem Israel como nação do povo judaico, estaremos preparados para um acordo de paz real e para alcançar uma solução que inclua um Estado palestino desmilitarizado ao lado do Estado judaico", disse o primeiro ministro de Israel.
Encaminhadas as discussões até esse mais recente nível de declarações, o que eu acredito é que os palestinos devem aceitar a proposta de Israel, desde que este Estado reconheça o Estado Palestino como um Estado Muçulmano e que Israel também se desmilitarize.
Afinal, se todos os Estados no sistema mundial são inexoravelmente propensos à agressão mútua e se as forças militares são criadas com o objetivo de defender as soberanias nacionais, a proposta de Israel, no que tange a desmilitarização palestina, parece uma lamentável tentativa de acentuar a desequilíbrio de forças que já existe na região.
2 pitacos:
O Problema é que a guerra entre a Palestina e Israel não é um fato isolado do mundo islamico.
Caso os dois estados se desmilitarizem, o desequilibrio atual acabará. Entretanto o que O Irã de Ahmadinejad fará? e a Siria que hoje ainda nao fez acordos com Israel? E tantas outras nações islamicas que depois de mais de 60 anos nao reconhecem o Estado de Israel, o que eles farão?
Eu até entendo que nao é certo que apenas a Palestina se demilitarize, mas para que Israel faça o mesmo, todas as outras naçoes islamicas terão de afzer o mesmo, com isso os EUA, e pelo mesmo motivo todo o resto do mundo...
Não. Esse não é o caminho.
Creio, eu, que os inimigos israelenses de hoje, teriam muito menos motivos para agredi-lo se Israel fizesse um bom acordo de paz com os palestinos.
Mas não tenho a pretensão se adivinhar o curso da história, por isso, não dou palpites sobre o futuro.
Concordo plenamente, meu caro Eduardo, que esse não é o caminho. Quero, com o texto, provocar o choque de realidades. Se minha proposta parece absurda, é porque é exatamente como a proposta de Netanyahu.
Perspectivas de paz? Não. A mesma névoa espessa dos últimos anos.
Abraço.
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