Um espaço virtual que estará voltado, principalmente, para a Geografia, para a Cultura e, especialmente, para o que há de Brasileiro, Carioca e Suburbano!
quinta-feira, julho 04, 2013
A REFORMA URBANA TAMBÉM É URGENTE
quarta-feira, julho 03, 2013
GINÁSTICA ARTÍSTICA PARA AUTISTAS
Vejam!
sexta-feira, dezembro 28, 2012
LEI 12764 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012 - JUSTIFICATIVAS DOS VETOS
Senhor Presidente do Senado Federal,
Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1o do art.66 da Constituição, decidi vetar parcialmente, por contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade, o Projeto de Lei no 168, de 2011 (no 1.631/11 na Câmara dos Deputados), que "Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3o do art. 98 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990".
Ouvido, o Ministério da Educação manifestou-se pelo veto aos seguintes dispositivos:
Inciso IV do art. 2º
"IV - a inclusão dos estudantes com transtorno do espectro autista nas classes comuns de ensino regular e a garantia de atendimento educacional especializado gratuito a esses educandos, quando apresentarem necessidades especiais e sempre que, em função de condições específicas, não for possível a sua inserção nas classes comuns de ensino regular, observado o disposto no Capítulo V (Da Educação Especial) do Título V da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Basesda Educação Nacional);"
Razões do veto
"Ao reconhecer a possibilidade de exclusão de estudantes com transtorno do espectro autista da rede regular de ensino, os dispositivos contrariam a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, internalizada no direito brasileiro com status de emenda constitucional. Ademais, as propostas não se coadunam com as diretrizes que orientam as ações do poder público em busca de um sistema educacional inclusivo, com atendimento educacional especializado nas formas complementar e suplementar."
Já o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão opinou pelo veto ao dispositivo a seguir transcrito:
Art. 6º
"Art. 6o....
O § 3o do art. 98 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990, passa a vigorar com a seguinte redação:
' (NR)"
Razões do veto
"Ao alterar o § 3o do art. 98 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990, a proposta viola o art. 61, § 1o, inciso II,alínea 'c', da Constituição Federal."
Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar os dispositivos acima mencionados do projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.
LEI 12.764 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012 (OU LEI BERENICE PIANA DE PIANA)
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
§ 1o Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes incisos I ou II:
Art. 2o São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista:
Art. 3o São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista:
Art. 4o A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência.
Art. 5o A pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998.
Art. 6o ( V E TA D O ) .
Art. 7o O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos.
Art. 8o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de dezembro de 2012;
domingo, dezembro 09, 2012
PROJETO DE LEI DO SENADO 168/11 - DIREITOS AOS AUTISTAS
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
A RECEITA DO CREME DE ABÓBORAS
Aprendi a não ser egoísta, então vou dividir. Mas, de verdade, compartilho porque as exclamações de quem provou (foram muitos "Ai, meu Deus!" e "Ah! Que maravilha!") e os pedidos pela receita me envaideceram.
Então vamos lá. Primeiro, os ingredientes:
1,5kg de abóboras, descascadas e cortadas em pedaços grandes;
De 1 a 1,5 litros de água;
1 colher de sopa (rasa) de sal;
1 cebola grande
6 dentes de alho
1/2 xícara de chá de azeite extra-virgem
1/2 xícara de chá de cheiro verde picado (ou 1 colher de sobremesa cheia de salsa desidratada, foi o que eu usei);
1 colher de sobremesa (rasa) de Curry.
Aos costumes!
Pique a cebola e os dentes de alho. Numa panela grande, coloque a metade da porção de azeite para aquecer e despeje a cebola e o alho picados. Deixe dourar.
Após o alho e a cebola dourarem, abaixe um pouco o fogo, despeje as abóboras e refogue por 1 ou 2 minutos, mexendo o conteúdo para misturar o tempero na abóbora.
Isso feito, coloque a água na panela e aumente o fogo novamente. Insira o sal, o restante do azeite, o cheiro verde (ou a salsa desidratada), o curry e mexa para misturar tudo.
Quando a abóbora estiver bem cozida (não costuma demorar mais que 25 minutos) processe o conteúdo, de preferência com um "mixer" dentro da própria panela, já com o fogo apagado.
Tenha cuidado com a água pois é ela que definirá a consistência do creme. Use pouca água. Depois de bater, se precisar, acrescente um pouco mais.
Tenha cuidado também com o curry. Ele é muito saboroso e eu não dispenso por nada, mas ele é picante. Se não for muito a sua praia, ponha a metade da medida. O cheiro é sensacional e o sabor faz toda a diferença.
Deve-se evitar, mas se você errar a mão na água e a receita ficar mais parecida com um caldo do que com um creme, um pouco de maisena pode ajudar a resolver o problema da consistência.
Você pode fritar uns quadradinhos de bacon (200 gramas) e jogar por cima da porção servida. Isso eu não fiz mas deve ficar um espetáculo também.
De resto, se você tiver uma boa carne seca acebolada, umas torradas e cerveja gelada, te garanto que dá pra ficar muito feliz. Eu comi só com arroz branco e fiz miséria na panela!
Vai, mané! Cai dentro! E se fizer, conta pra gente como ficou, comentando aqui!
Abraços!
quarta-feira, setembro 28, 2011
TIA DILA
Não bastasse as que eu já tinha, a vida quis me dar de presente outras avós. Dentro da minha casa, por quase dezoito anos, viveu Tia Vivi, minha tia-avó, mãe da minha madrinha de batismo, irmã mais velha de minha avó paterna Océlia. Tia Vivi é, agora, a única viva de sua geração na família de minha avó.
No final do corredor, Vó Lurdes, mãe da minha madrinha de consagração, a Léinha, com quem passei muitas tardes, recebi parte dos meus valores e descobri que é possível amar alguém que não é da nossa família como se fosse.
No Jardim América vivia uma flor, outra avó que a vida me deu. Flor que viveu o inverno da vida nos últimos meses e floresceu para uma vida nova de encantamento no raiar dessa primavera. Tia Dila, minha tia-avó, também irmã de minha avó Océlia.
Tia Dila tinha que ser minha avó. Na infância de papai, num tempo de vacas - de tão magras - raquíticas, vovó Océlia simplesmente não tinha como criá-lo. Papai foi morar com Tia Dila e Tio Carlos, que foram mãe e pai para ele. Os dois foram chamados de "mãe" e "pai" por ele até o último dia de cada um.
Na foto, Tio Carlos e Tia Dila à esquerda. Papai e Mamãe ao centro. À direita, tia Maria, irmã do vovô Moreira, e seu marido, tio Walter.De nossa infância recordamos da farra no quintal da casa no Jardim América, das visitas frequentes de Tio Carlos e Tia Dila, ele com seu fusquinha branco. O telefonema não faltava para saber de nós, os pequenos. Bastava saber que estávamos meio assim-assim, e eles dois apareciam, carregados de frutas, legumes...
Tia Dila, sempre muito doce, amável. Tio Carlos, sempre adoravelmente desbocado (Puta que pariu! Esse moleque tá grande pra caralho!), e sempre rezando por todos. Tio Carlos passava horas rezando. Pensava em cada filho, cada neto, cada sobrinho, cada sobrinho-neto... E por nós pedia.
Agora que Tia Dila se encantou, rezo pra que os dois estejam juntos, muito bem. Merecimento não lhes falta.
segunda-feira, setembro 05, 2011
SAMBA DO IRAJÁ - O SAMBA COMEÇA
Até!
terça-feira, agosto 30, 2011
SAMBA DO IRAJÁ
No último domingo foi celebrado o aniversário da Maria Cristina, ou simplesmente Tina, com ela é carinhosamente apelidada por todos. E teve samba, claro.
De início as palavras do Jorge Moreno pediram um minuto de silêncio e prece pelos mais velhos tio Dica e tio Tonga, ambos irmãos do mestre Nei Lopes, que estão hospitalizados. E depois a emoção do momento aumentou ainda mais com a bela homenagem feita pelo meu cunhado Mizinho à sua esposa, a aniversariante Tina.
Foi bonito de doer e muita água rolou dos olhos de quem ama aquele povo. O vídeo a seguir mostra esta bela homenagem do Mizinho à Tina. Vejam só.
Depois tem mais, que o samba rolou bonito! Até!
segunda-feira, julho 25, 2011
DE ONDE EU SOU?
Eu sou da Estrada Velha, da Cidade Nova, da rua Bela, do Engenho do Mato. Sou da Leopoldina, da Linha Auxiliar, do Amorim e do Mandela.
Sou da Zona Norte, sou do Subúrbio da Central. Sou da Ilha, do Galeão, da Cambaúba, Praia da Bica. Jardim Carioca, rua Adélia. Sou do Cacuia, Cocotá, Tauá, Bancários, Freguesia, Bananal, INPS, 200 - preço do ônibus!
Sou de Madureira, do Mercadão, do Polo 1, cinema no Shopping São Luis. Sou da quadra do Império, da Estrada do Portela, da Carolina Machado, viaduto Negrão de Lima.
Sou da Meriti, de Vila Kosmos, Praça Aquidauana, da Santa da rua Aiera. Sou da Marco Polo, do Largo do Bicão, da rua Tejupá, da Escola Grécia.
Sou da São Félix, da Lona João Bosco. Sou da Padre Roser, da Paratinga, da Vila Pureza. Sou de Irajá, do cimento branco, do Pau Ferro, Honório de Almeida, rascunhei uns sambas por lá.
Sou de Vicente de Carvalho, bacalhau do Neca, Igreja do Carmo, matinê do Mello, tirava onda, peitoral malhado. Sou de Vaz Lobo, antigo Barros Nascimento, pertinho do Carmela Dutra, muita coxa grossa, me fiz homem por lá.
Sou da Penha, rua Augusto Zanoni, da Lobo Junior, calcinha no outdoor. Sou de Brás de Pina, Arapogi com Francisco Enes, rua Suruí, Mangueirinha.
Sou de Manguinhos, 903, Leopoldo Bulhões, Barbearia do Manel, deixei muito cabelo lá. Tia Janete, Sizenando Nabuco, caminhão do Mozart, terreiro do velho Vieira - seu Pedra Preta dono do Gongá. Sou do Poli, da Fiocruz, fiz muito amigo lá.
Sou do Engenho da Carlota Joaquina desde molequinho. Do Prev, dos Bancários, da pedreira, do Marronzinho. Sou do Conjunto dos Músicos. Pixinguinha, Dona Ivone e Bide também são. Assim como Mestre Marçal, Almir Guineto, Zé Kéti, Baianinho e Jamelão.
Sou do Méier - quem é de lá não bobéier. Don Chopp, Aristides Caire, Dias da Cruz. Arquias Cordeiro, rua Soares, 3 anos no Visconde de Cairu. Imperator, Hermengarda, Pedro de Carvalho, sou da Boca do Mato.
Sou do Arranco do Engenho de Dentro, Adofo Bergamini, rua Pernambuco, Daniel Carneiro, Clarimundo de Melo. Sou do Engenho Novo, Dona Romana, Grão Pará e Cabuçu.
Sou de Cascadura, do Sargento, Ernani Cardoso, Sidônio Pais, sou da Mendes de Aguiar. Sou do Rocha, da Ana Néri, Dr. Garnier. Sou do Jacaré, rua Lino Teixeira, mamãe nasceu lá.
Sou de Honório, Bento Ribeiro, rua João Vicente - tanto casarão bonito. Sou da Intendente, das flores do Valqueire.
Sou do Campinho, rua Maria José, Praça Seca e Largo do Tanque - caminho antigo da Barra sem Linha Amarela. Sou da Freguesia, Geremário Dantas, Três Rios, Gabinal.
Sou de Cavalcante, da Silva Vale e da Laurindo Filho, a rua da feira: Sergio Cabral (o pai) nasceu por ali. Sou da Suburbana, Cachambi, rua Garcia Redondo - meus padrinhos moravam lá.
Sou de Pilares, Abolição, ladeira do Rei do Bacalhau. Piedade, Gama Filho, São Jorge Guerreiro de Quintino, minha catedral.
Sou do Quitungo, Shopping 3000, Palanca Negra, moela com pimenta e roda de viola no terraço do Cabeça. Sou de Realengo, Lona Gilberto Gil, Avenida Santa Cruz, Pedra Branca, praça de Bangu. Já morguei no sete-sete e no nove-dezessete. Acendi vela no Murundu.
Também sou da Tijuca, dos Barões. São Francisco, Mesquita, Itapagipe, Iguatemi e Drummond. Sou da Conde de Bonfim, da Guaxupé, sou do Rio Maracanã. Sou do Rio Joana e do Trapicheiros. Sou da Xavier de Brito, do Momo, do Pavão. Gabizo, Heitor Beltrão, Haddock Lobo, Almirante Gavião.
Sou da Pavuna, de São João, Tomazinho. Nilópolis via Rio do Pau. Sou da rua Carmela Dutra, sou da Mirandela, do buraco da estação. GP Haroldo Barbosa, Olinda, Lona Carlos Zéfiro de Anchieta, via Ricardo. Nova Iguaçu, Comendador Soares (heptavô dos meus filhos), Morro Agudo. Já joguei bola por lá.
Sou do Largo das Cinco Bocas, da rua Barreiros, Veterinária Lassie, clínica Balbino. Rua Firmino Gameleira, é de lá que vêm os Moreira. Rodoviária de Caxias, parque Araruama. Jardim América, rua Atílio Parim. Ralaram muito pra eu estar aqui.
Sou da Praça das Nações. Paris, Londres, Bruxelas e Nova York. Sapataria Elite, Bolinho de Bacalhau no Capelinha, na Cardoso de Moraes, força do hábito do meu avô, o velho Dutra de Moraes.
Sou da Estrada da Itaoca, do Itararé, rua Régio. Praça de Inhaúma com a Anastácia na mordaça, padre Januário, Canitar, rio Faria Timbó.
Sou da Vila, do Boulevard, da Praça 7. Geografia na UERJ, meu peito é verde e rosa. 24 de maio ou Radial Oeste. Sou da Praça da Bandeira, rua do Matoso, galeto com cerveja melhor não há.
Sou dos becos por onde andei e dos lugares por onde amei.
Sigo a bússola. Meu caminho é a Zona Norte. Sou do Rio de Festas, Macumbas, Entrudos e Bruxedos. Sou do Rio sem postais, dos safáris dos desbravadores de além-túnel, da pelada no campinho de terra.
Sou de onde vem o ziriguidum da cidade-mulher. Eu sou do subúrbio do Rio de Janeiro.
Até!
terça-feira, maio 24, 2011
DEZ POR CENTO DO PIB JÁ: RESOLVE?
Conheci a realidade das escolas públicas também como aluno, no ensino médio. Frequentei duas escolas, uma federal e técnica, e a outra da rede estadual e de modelo convencional, ambas no subúrbio do Rio de Janeiro. Enquanto concluía meu ensino médio eu já sabia que seria professor e compartilhava os dramas de meus mestres - bravos batalhadores pela educação pública de qualidade. E por eles fui reconhecido como um parceiro de jornada desde então.
Abordo o tema movido pela campanha que circulou no último domingo, 22 de maio, pelas redes sociais, especialmente pelo twitter, em que as pessoas pediam que os investimentos públicos em educação passem a ser equivalentes a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. A campanha foi projetada pela entrevista da professora Amanda Gurgel no programa do Faustão e pelo uso da hashtag #dezporcentodopibja no twitter.
Sou um entusiasta do aumento dos investimentos que permitam uma educação de qualidade para todos os brasileiros. Tenho certeza que muita coisa poderia melhorar se a educação recebesse mais investimentos do que recebe atualmente. Mas não tenho certeza de que a solução dependa dessa simples matemática financeira. Acredito que um certo caminho deve ser dado a esses investimentos e isso passa pela minha concepção do que é a educação.
Creio firmemente que as condicionantes para uma educação de qualidade surgem ainda na gestação da criança. Por isso, a primeira reforma educacional deveria beneficiar a saúde da mulher e especialmente o cuidado com a gestante. Um pré-natal bem feito é luxo para poucos. Sou pai de uma recém-nascida e de um infante com um ano e meio. Conheço essa realidade, graças a Deus na melhor de suas faces. Os primeiros meses de vida devem ser um momento muito tranquilo para a mãe e para a criança. O que é muito difícil quando as pressões do mundo do trabalho ameaçam as mães e suas licenças de maternidade.
Eu pretendia argumentar sobre cada aspecto que julgo fundamental para a melhoria da educação porém não vou mais. Pra que isso não se torne interminável e insuportável ao leitor.
Acredito que a melhoria da educação passa, então, pela saúde da mulher. Pela gestação acompanhada. Pela amamentação tranquila e o mínimo de seis meses de licença maternidade para todas as mães. Os pais também mereceriam o mínimo de 1 mês de licença. Os atuais cinco dias corridos são uma vergonha e as mulheres precisam de muito apoio nesse primeiro momento.
Se quiserem uma educação de qualidade, precisarão combater todos os aspectos que comprometem a saúde infantil. Crianças subnutridas, sem vacinação e acompanhamento pediátrico terão a capacidade de aprendizagem comprometida, não importa quanto ganhem seus professores e a qualidade da estutura das escolas em que estudem.
Se quiserem uma educação de qualidade, deverão enxergar a função das creches de maneira diferente. Elas não são depósitos de filhos de mães que trabalham. Não são playgrounds. Uma creche bem estruturada e com equipe bem formada e capacitada pode fazer mais por uma pessoa no desenvolvimento de suas habilidades e competências do que uma universidade. Como educador, estou convencido disso.
Se a educação recebida até a conclusão do ensino fundamental for de alta qualidade, as próximas fases serão encaradas com maior facilidade ao passo que a baixa qualidade da educação nesse momento limita as condições para o desenvolvimento futuro dessas pessoas. Em qualquer modelo decente de educação, os professores dessa etapa deveriam ser tão bem pagos quanto professores universitários.
Mas o desafio para essa fase vai além de alcançar melhor remuneração para os profissionais da educação. A dificuldade de muitos educadores está na falta de estrutura do espaço escolar. Falta o essencial: carteiras, livros, cadernos, uniformes, giz, quadro negro, luz elétrica, água, banheiros, ventiladores. Aliás, essa é uma realidade que se estende, em muitos casos, até o ensino universitário. Nesse sentido, as verbas são bem-vindas. Assim como são bem-vindas as boas iniciativas dos administradores escolares, a boa gestão escolar, inclusive das verbas.
É preciso fazer com que os alunos consigam frequentar a escola. O trabalho infantil e a insuficiência somada a precariedade do transporte escolar são obstáculos que precisam ser vencidos. Não há educação de qualidade possível à criança que trabalha e à criança que se vê obrigada a caminhar léguas para estudar.
Se quiserem uma educação de qualidade, os professores precisarão ser bem formados e constantemente reciclados. Nesse sentido as universidades cumprem papel fundamental. Para melhorar a formação dos professores é preciso melhorar as condições de trabalho de quem forma esses professores e incentivar suas pesquisas.
Se quiserem uma educação de qualidade, os livros deverão tornar-se mais acessíveis. Se a qualidade das produções editoriais no Brasil aumentou nos últimos anos, os preços subiram também. Um bom livro didático de volume único para o ensino médio não custa menos do que cem reais. Tanto eles quanto os que não são didáticos - mas que ensinam tanto quanto ou mais do que eles - estão fora da realidade financeira de grande parte dos brasileiros.
Se quiserem uma educação de qualidade, os pais dos estudantes precisarão entender que as aulas de educação física, artes visuais, música, teatro e filosofia são tão importantes quanto as de matemática, português, física, química e biologia. Devem ensinar seus filhos a valorizá-las. Afinal, além de seus valores próprios, música e artes visuais ajudam a entender matemática; filosofia ajuda a entender física e química; teatro ajuda a entender português e literatura; e educação física é fundamental para que os jovens aprendam a lidar com o próprio corpo, que na idade escolar está em constante transformação, raiz de dramas profundos da juventude.
Aliás, o papel dos pais na educação das crianças não pode ser esvaziado. Deve ser ampliado. Se a escola é um espaço para formação de uma sociedade mais ética e cidadã, a família também tem seu papel a cumprir. Os pais devem transmitir o corpo familiar de valores aos seus filhos. Devem cuidar, importar-se com seus filhos e demonstrar que se importam com eles. Saber que é amado pelos pais contribui pra auto-estima e segurança da criança, o que se reflete em seu rendimento escolar. Afeto: um patrimônio imaterial de valor inestimável e que não custa nada doar.
Com crianças bem cuidadas desde a gestação, com as mães tranquilas para se dedicar aos seus filhos por um período mínimo pós-parto, com creches e escolas bem estruturadas, professores bem formados, bem remunerados e constantemente reciclados, e com a família compreendendo - e correspondendo - a relevância do seu papel no desenvolvimento dos seus filhos, a estrada pra uma educação com mais qualidade estará pavimentada.
Se isso custa mais ou menos do que dez por cento do PIB eu não sei. Mas acho que o caminho certo é por aí.
sábado, abril 23, 2011
EXPLOSÃO DA ADUTORA DA CEDAE EM THOMÁS COELHO
A explosão aconteceu na Rua João Ribeiro, entre as ruas Engenho da Mata e Pereira Pinto, em seu pequeno trecho que fica além da linha do trem. A via nasce na Antiga avenida Suburbana, na altura de Pilares, é dividida pela linha do trem na altura da estação de Thomás Coelho, e termina no encontro com a Avenida Pastor Martin Luther King Jr e a Estrada Adhemar Bebiano.
Local exato da explosão, na João Ribeiro, próximo ao CIEP Frederico Fellini.Foi a 100 metros desse encontro de vias que ocorreu a explosão, na madrugada de hoje, 23 de abril de 2011, feriado na cidade pelo dia de São Jorge. Fizemos algumas fotos, que compartilhamos aqui com vocês.
Uma área ainda alagada pelas águas do vazamento de 5 mil litros por segundo.
Operários trabalham na área onde a tubulação explodiu.
quinta-feira, abril 21, 2011
HISTÓRIA DAS RUAS SUBURBANAS: ESTRADA ADHEMAR BEBIANO
A estrada nasce no cruzamento com a Avenida Suburbana (atual Dom Hélder Câmara). Cruza Del Castilho, Higienópolis, Inhaúma e termina no Engenho da Rainha, bem nos limites com Thomáz Coelho, onde se encontra com a Automóvel Clube, atual Pastor Martin Luther King Jr. Qualquer dia eu falo dessa guerra religiosa que andou mudando tantos nomes de avenidas por aqui.
A estrada é marcada pela presença de fábricas como a da Plus Vita, do grupo mexicano Bimbo; pelo prédio da 12ª Região Administrativa da cidade, e por vários conjuntos habitacionais.
Entre esses conjuntos habitacionais destacam-se o Conjunto IV Centenário; o Conjunto dos Músicos, onde viveram vários músicos de grande fama; e o Parque Residencial Estrada Velha (PREV), com quase mil apartamentos e mais de três mil moradores.
A antiga Estrada Velha da Pavuna era uma das principais vias que cortavam a Freguesia de São Tiago de Inhaúma, desmembrada da Freguesia de Irajá em 1743. A Igreja de São Tiago Maior encontra-se na praça 24 de Outubro, de frente para a Adhemar Bebiano, e foi erguida em 1745.
A casa antiga que se vê na foto a seguir, de Reinaldo Silva (1968), é um típico chalé suburbano construído no início do século XX e pertenceu à Viscondessa de Embaré. Atualmente está cercada de casas populares em uma área conhecida como "as casinhas", inserida no contexto espacial do complexo do alemão.

Mas quem foi Adhemar Bebiano?
Adhemar Alves Bebiano, cidadão que dá seu nome para a antiga Estrada Velha da Pavuna, era filho de Domingos Alves Bebiano, português nascido em 1849, na localidade de Castanheira de Pera, e neto de António Alves Bebiano, Visconde de Castanheira de Pera. O pai de Adhemar veio de Portugal e estabeleceu-se em 1864 nas Minas Gerais, de onde seguiu para o Rio de Janeiro em 1880.

Na capital fluminense, então capital do país, Domingos Alves Bebiano tornou-se presidente da Companhia América Fabril, cuja estrutura empresarial incluía a fábrica onde atualmente se estabelece o Shopping Nova América. Durante muitos anos a fábrica pertenceu à família Bebiano, que empregou milhares de moradores da região, motivo da homenagem com a mudança do nome da Estrada.
Adhemar Bebiano, além de ligado à Fábrica Nova América, também foi presidente do clube Botafogo Futebol e Regatas entre 1944 e 1947.
P.S.: Eu, em notável esquecimento, deixei de recorrer no início dessa série, ao autor mais que fundamental quando assunto é a história das ruas do Rio de Janeiro. Falo de Brasil Gérson. Busquei seus escritos sobre a antiga Estrada Velha da Pavuna e confirmei o que os moradores antigos da minha área sempre diziam.
Brasil Gérson, em seu livro História das Ruas do Rio (5ª edição, pp. 366-367, Lacerda Ed, Rio de Janeiro, 2000) nos conta que a abertura da Estrada Velha da Pavuna se insere no contexto dos caminhos abertos pelos jesuítas para o Sertão Carioca. Ele escreve o seguinte:
"Esses caminhos tiveram um ponto de partida em comum que foi a cancela dos Jesuítas em S. Cristóvão, o popularíssimo Largo da Cancela inexplicavelmente convertido em Praça Vicente Neiva, e o primeiro deles, aberto pela Sociedade de Jesus em busca de sua sesmaria em Santa Cruz, se transformaria na Estrada Real de santa Cruz, e dela saíram dois afluentes principais, a Estrada da Penha (com seu início nas alturas da atual estação Vieira da Fazenda, na Linha Auxiliar) e a da Pavuna, nas de Maria da Graça de hoje, esta a seguir transformada em duas, a Velha e a Nova, ao abrir-se uma segunda com o mesmo objetivo na Venda dos Pilares, para que ambas se juntassem adiante no Engenho do Mato.
Eles tinham por finalidade maior a ligação direta do sertão com a cidade, porque ao mesmo tempo outros surgiram para que do sertão os seus moradores viessem à cidade com a ajuda do mar, ou, por outra, graças aos portos do que nesses antanhos se denominava o Recôncavo carioca, entre Meriti e Inhaúma, e eles eram, entre outros menores, o Caminho de Itaoca, que no Bonsucesso de hoje se prolongava até as praias de Inhaúma, Apicu e Maria Angu através dele mesmo e dos caminhos ou estradas dos Manguinhos, de Inhaúma, e do Engenho da Pedra (que depois seriam duas, a Nova e a Velha do mesmo Engenho) e a de Maria Angu (que vinha da Penha como prolongamento da Brás de Pina e da Vicente de Carvalho) e a do Porto Velho de Irajá, de certo modo um prolongamento da do Quitungo."
Uma beleza de história, não é? Era isso que eu queria dizer. Abraços!
quinta-feira, abril 07, 2011
TIROS EM REALENGO
A tragedia deitou-se, com certeza, sobre a sociedade brasileira, despertando a comoção de nossa gente mais simples, de profissionais de saúde que se esmeram para atender aos feridos, e sobre a presidenta, que chorou, visivelmente emocionada ao homenagear as vítimas.
O crime é, no entanto, estranho. Estranhíssimo. Cometido por um rapaz de 23 anos de idade, sem antecedentes criminais e ex-aluno da escola. Muitas perguntas estão no ar e a polícia vai se ver obrigada a prestar maiores esclarecimentos à sociedade pois não se trata de um crime comum, num espaço comum, por um criminoso "de carreira".
E a sociedade certamente espera por essas respostas, e que elas não sejam evasivas no final do inquérito como são agora, por razões compreensíveis.
Com o pouco que sei, imagino um crime com uma trama psicológica. Afinal, porque ele entrou calmamente na escola, conversou com uma professora, disparou em mais de uma sala, atingiu letalmente mais meninas do que meninos, etc?
Há quanto tempo ele já tinha saído da escola? Alguma criança que foi morta tinha convivido com ele? O há na carta e que ele anuncia os motivos do seu suicídio?
Que papo é esse de islamismo? Ele se converteu? Atribuiu suas motivações à religião? O crime me parece muito ocidental. Lembrei de Tiros em Columbine imediatamente. Muito depois lembrei de Beslan.
Enfim, espero, enquanto membro da sociedade brasileira, enquanto cidadão fluminense e carioca, respostas para essas e outras perguntas relevantes para o caso.
Deixo meu enorme abraço aos parentes das vítimas - fatais ou não. Sou pai. Imagino o drama de quem perdeu seu filho ou está vendo-o sofrer com os ferimentos. Desejo-lhes força, com o mais profundo sentimento solidário à suas dores.
domingo, março 27, 2011
POR UM SUBÚRBIO MELHOR
Queria que os suburbanos não sentissem vergonha do espaço onde vivem, do seu bairro, da sua aldeia. Que seus vínculos subjetivos com o seu lugar não fossem fundamentalmente marcados por aspectos negativos mas por tudo o que pode fazer do subúrbio um lugar muito melhor do que hoje ele é.
Queria que os suburbanos não tivessem como meta de progresso - e de vida - mudar-se do subúrbio para qualquer bairro da cidade banhado pelo Oceano Atlântico, por que seria possível viver aqui e, ao mesmo tempo, desfrutar de todas as benesses da cidade, se ela tivesse fluidez e acessibilidade de fato democráticas.
Queria que ele não fosse a triste realidade de cada um que aqui vive sonhando com a vida que lhes seria (im)possível do outro lado do túnel, mas que fosse mais um lugar onde se pode viver dignamente entre os seus, numa comunidade que se respeita e se valoriza.
Queria que o subúrbio se orgulhasse dos seus pagodes nos bares de esquina, pertinho de Exu e sob os olhos de Ogum. Que o baile funk fosse só um baile funk, onde as gatinhas podem dançar e os marmanjos podem tirar a sua onda. E nada mais. Que a capoeira voltasse sonora e vistosa pra rua, deixando um pouco pra lá as academias e seu suor artificial.
Queria que o suburbano se orgulhasse de sua vida autônoma e autêntica, de suas feiras, de seus mercados, suas macumbas, suas freguesias, de suas igrejas - todas as igrejas! - dos seus campeonatos amadores de futebol e do seu jeito único de sertão metropolitano. Não quero uma cidade partida. Quero uma cidade integrada, integral e íntegra.
Mas para que essa auto-estima do suburbano se eleve, pra que ele sinta vontade de seguir vivendo no subúrbio, é preciso permitir-lhe ir e voltar do seu trabalho tranquilo, sabendo que ele vai perder o mínimo que todos devem dispor do seu tempo nesse vai e vem. Que ele não estará comprimido entre seus iguais em algum meio de transporte caro que atenta contra sua dignidade diariamente.
É preciso dar-lhe a tranquilidade de deixar seus familiares em casa sabendo que eles estarão em um território livre do controle de grupos sociais criminosos e que o Estado lhe garante ao menos os níveis básicos de segurança. Pra ter mais auto-estima é preciso sentir-se cuidado, querido, desejado. Viver no subúrbio deveria deixar de ser fruto de uma condição para ser fruto de uma vontade.
Há tempos que esse blog vem se transformando num instrumento virtual de luta pela valorização da alma suburbana. Queremos que ele alcance transformações reais nas vidas das pessoas que vivem aqui. Estamos abraçando, humildemente, essa causa. Vamos cobrar de quem pode fazer isso virar realidade.
terça-feira, março 22, 2011
RESPOSTA DA OUVIDORIA DA SESQV
Recebi hoje, no início da tarde, uma resposta da ouvidoria, que transcrevo na íntegra para que vocês tenham conhecimento.
Prezado Sr. Diego Moreira,
Prezado Cidadão,
Comprimentando-o(a), serve o presente para acusar o recebimento da solicitação, informo que em virtude da restauração desta pasta e da restrição orçamentária para ampliação de novos projetos, neste momento, não será possível o atendimento do vosso pleito.
Contudo estamos sensíveis aos anseios dos usuários da localidade , tão logo os impedimentos adrede mencionados sejam superados, etaremos (sic) avaliando o pedido tecnicamente.
Segue abaixo, informações refrente (sic) aos projeto da Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida.
1-QUALIVIDA, são 120 núcleos de ginástica para os idosos nas praças dentro do Município do Rio de Janeiro.
2-IDOSO EM FAMÍLIA , benefício de R$300 que é oferecido a 58 famílias da cidade do Rio de Janeiro, para contribuir no tratamento e no cuidado domiciliar dos idosos, evitando, assim, que sejam internados em instituições de longa permanência.
3-AGENTE EXPERIENTE, 131 idosos recebem treinamentos periódicos, alem de uma bolsa no valor de R$ 200, para atuar nos mais diversos órgãos da administração municipal, divulgando e supervisionando projetos e orientando a população.
4-CASAS DE CONVIVÊNCIAS, referência no que diz respeito à inclusão social de idosos no município. Algumas das aulas das quais os usuários podem participar são:Inglês, Francês, desenho,alongamento, percussão, dança de salão, entre outras atividades lúdicas, esportivas e informativas, que geram impacto direto na promoção as saúde e no emocional dos freqüentadores. São seis espaços em funcionamento, na Gávea, em São Conrado, na Tijuca, na lagoa, em Botafogo e na Penha. Aberto todos os dias das 08:00 às 18:00 horas.
5-IDOSO EM MOVIMENTO, aulas gratuitas de dança de salão e hidroginástica para idosos acima de 60 anos, supervisionadas por professores de educação física e por profissionais de saúde, em 18 núcleos espalhados pela cidade.
6-SAÚDE MÓVEL, reduzir riscos de contaminação por doenças associadas ao envelhecimento, diminuindo as chances de dependência do idoso. Essa é a proposta do projeto que amplia o acesso daqueles com mais de 60 anos, prioritariamente os com dificuldades de locomoção, a serviço de saúde. Veículo(sic) adaptados para funcionar como mini–consultórios visitam os mais diversos bairros e comunidade, com profissionais especializados e toda a infra-estrutura necessária para realização de consultas, exames e pequenos procedimentos, nas seguintes áreas:Clinica médica, geriatria, oftamologia e odontologia.
Atenciosamente,
Atenciosamente, Ouvidoria da Prefeitura - SESQV
segunda-feira, março 21, 2011
MUDANÇAS NO SUBÚRBIO - AS ATIs
Uma delas, ainda tímida diante do que pode vir a ser, é a atenção que tem sido dada ao público da terceira idade em benefício da saúde desse grupo etário. Falo especificamente da difusão das "Academias da Terceira Idade" (ATIs), que constituem espaços onde a população acima dos 60 anos pode praticar exercícios físicos.
Certo de que todos compreendem a importância das atividades físicas para a saúde, não só de idosos mas de todos os grupos etários, dispenso-me do trabalho de explicar a relevância desse projeto que está sendo implantado na cidade pela Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV).
O portal da prefeitura apresenta o projeto assim:
A primeira academia foi instalada, em agosto de 2009, na Praça Serzedelo Correia, no coração de Copacabana. (...) São compostas por 10 aparelhos que permitem o desenvolvimento de exercícios de força e flexibilidade, atendendo diretamente às necessidade dos idosos. Aulas, supervisionadas por um profissional de educação física, acontecem, diariamente, das 7h às 10h e das 16h às 19h. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC), a SESQV também mantém ATIs em postos de saúde e em clínicas da família por toda a cidade.
Em notícia publicada no último dia 18 de março, a secretaria divulgou que a inauguração da unidade da Barra da Tijuca elevou para 20 o número total de ATIs pela cidade:
O projeto já se faz presente, também, nos bairros do Leme, Flamengo, Botafogo, Largo do Machado, Cavalcanti, Anchieta, Penha, Ilha do Governador (2), Tijuca, Vila Isabel, Bangu (2), Praça Seca, Copacabana (2), Ipanema, Leblon, Bairro Peixoto. (...) Para conhecer os endereços das academias, basta visitar a seção Serviços do site da SESQV ou entrar em contato com a Ouvidoria da SESQV no telefone (21) 2976-3711.
Nota-se, pela distribuição das unidades, que a Zona Sul ganhou 9 unidades, a Zona Norte conta com 7 unidades e a Zona Oeste, incluindo a da Barra da Tijuca, possui 4 unidades.
Nossa sugestão para a SESQV é que busque expandir esse projeto de forma a contemplar a área central (Estácio, Cidade Nova, Catumbi, Lapa, Bairro de Fátima etc.); a Zona Oeste, que ainda possui poucas unidades, priorizando áreas densamente ocupadas como Campo Grande e Santa Cruz; e a Zona Norte, em bairros como Madureira, Irajá e o Méier, que tem grande população e nenhuma unidade implantada.
Ficaremos no aguardo do cumprimento da promessa de instalação das 80 ATIs até o final de 2012 e de uma distribuição mais equitativa das unidades pelo espaço da cidade.
terça-feira, março 01, 2011
MUDANÇAS NO SUBÚRBIO
E é com esses que eu vou, deixando essas mal traçadas em homenagem às primaveras da minha mui amada e leal cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Evoé!
domingo, dezembro 12, 2010
SER PROFESSOR
- Você foi aluno do João Rua?
Ele devolveu:
- Meu ídolo!
Parece que o mestre sabia o valor e o significado dessa recomendação para aplicá-la ao desenvolvimento dos seus alunos. Das aulas que tive enquanto aluno, lembro melhor das que se diferenciavam por experiências como esta proposta pelo João Rua à turma do Léo.
Aprendi um bocado sobre o lixão de Gramacho quando meu professor de programas de saúde, Maurício Monken - que, vejam só, é doutor em saúde pública mas geógrafo por graduação - levou minha turma ao local, para observação e palestra da direção do local. Esse tipo de experiência é rica, edificante e, certamente, muito marcante na vida dos alunos.