sexta-feira, outubro 02, 2009

PORQUE LULA CHORA PELA VITÓRIA DO RIO?

Tenho que confessar, queridos leitores, que não torci contra e nem a favor da realização dos jogos olímpicos na minha mui leal e sedutora cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Não torci contra pela razão simples de que tenho mais o que fazer. Mas não torci a favor pois os Jogos Pan-americanos de 2007 tiveram a capacidade de destruir todas as esperanças de que eventos como esse deixariam grandes legados reais para o meu Rio de Janeiro.

A Vila do Pan é um horror. Esteticamente lamentável, perigosa e cheia de problemas estruturais, serviu também como mais um fenômeno especulativo no espaço urbano da cidade.

O Engenhão é um estádio quase inútil. Serve à torcida do Botafogo para jogos com times pequenos no campeonato carioca, com times de outros estados no campeonato brasileiro e com times de fora nas competições internacionais. As grandes torcidas não cabem no estádio que não comporta nem 50 mil torcedores. Detalhe: custou mais caro que o espetacular Ninho do Pássaro, de Pequim, que comporta mais de 90 mil pessoas.

Fora outras obras de espaços que ficaram totalmente abandonados como o caríssimo velódromo, que depois do Pan nunca mais viu ninguém andar nem de Caloi Ceci; ou o Parque Aquático Maria Lenk, que recebeu uma ou duas competições depois dos jogos de 2007 e vira e mexe cria uns mosquitos da dengue.

A maioria das obras entrou em caráter de urgência, o que permitiu a escolha de empreiteiras sem licitação. Foi uma festa. O "bom administrador" que governou a cidade, aquele que queria um Guggenheim e não terminou o elefante branco conhecido por Cidade da Música, só fez reclamar do Governo Federal que, através do ministério dos esportes, injetou somas vultuosas de verbas para a conclusão das obras. E o dinheiro foi pelo ralo.

Na hora da festa, a classe média carioca, que pagou caríssimo pelos ingressos - haja especulação! - para estar no Maior do Mundo na cerimônia de abertura dos jogos, aplaudiu o "Maluquinho, mas bom administrador" e vaiou o "pobre, nordestino e analfabeto" que verdadeiramente bancou a festa.


Não tenho a menor dúvida de que os empreiteiros começarão a gastar hoje a fortuna que ganharão nos próximos sete anos. Eles estão felicíssimos. Os homens da prefeitura da cidade, que coordenarão a execução das obras, certamente serão bem lembrados, presenteados e homenageados pelos empreiteiros que vencerão - com que critérios, meu Deus? - as licitações das obras.

Eduardo Paes chora de alegria pois terá pelo menos os próximos três anos para, se quiser, participar da farra-do-boi. Quem sabe, se reeleito, ele não fica até 2016 curtindo as vacas gordas? Cabral chora também pois sabe que é bem provável que tenha cinco anos pra participar dessa festa também.

Só não entendo uma coisa: porque Lula chora pela vitória do Rio?

Ele não ganhará nada com isso. Daqui a menos de 14 meses, Lula entregará a faixa presidencial para seu sucessor. Democrata convicto, não quer se perpetuar no poder. É, na história brasileira, maior do que o Nonô. Ficasse mais tempo, como Gegê, seria maior que o gaúcho de São Borja também.

Mesmo sem a certeza da vitória, já investia na infraestrutura da cidade e em áreas carentes através do PAC. Não terá oportunidade alguma de participar da farra dos recursos. Ao contrário, talvez financie, no ano que vem, boa parte das obras essenciais, como já vem fazendo há tempos.

Então, porque Lula chora pela vitória do Rio?


Lula chora porque ama o Brasil. Chora porque quer o melhor para o povo do Rio de Janeiro sem guardar uma sombra de rancor da classe média estúpida, que o vaiou diante do mundo no Maracanã.

Lula chora porque sabe a bazófia que farão com os recursos destinados para melhorar a cidade para receber os jogos olímpicos de 2016.

Lula chora porque crê que morreria feliz no dia de hoje pelo fato do Brasil, através da vitória do Rio, ter conquistado a sua "cidadania absoluta", segundo ele mesmo disse depois do anúncio da vitória.

Lula chora porque é um emotivo, como os caboclos matutos mais humildes dos rincões desse Brasil. É um emotivo, como eu também sou, que choro ao lado dele nessa tarde banhada com as bênçãos dos deuses do Olimpo.

quinta-feira, outubro 01, 2009

ENEM E PRECONCEITO

Ouvi hoje pela manhã, de um rapaz que não é e nunca foi meu aluno, que o ENEM só foi cancelado "por que isso aqui é Brasil". Dizia o jovem, irritadíssimo com a mudança inconveniente e inesperada:

- Só aqui essas coisas acontecem! Nem na África isso aconteceria! Nem na África! Só no Brasil!

O caso é sério. As provas foram adiadas para data desconhecida até agora pois algumas questões "vazaram". Segundo esta matéria de O Globo online, "o jornal O Estado de São Paulo foi procurado por dois homens que ofereceram cópias de parte do exame em troca de R$500 mil". O jornal entregou as cópias ao MEC que confirmou o vazamento. Há indícios de que a prova vazou na gráfica que imprimiria as provas que seriam aplicadas nesse fim de semana, nos dias 3 e 4 de outubro.

Ou seja, trata-se de mais um caso de corrupção. Volto, então, ao raciocínio do rapaz. Será a corrupção uma exclusividade brasileira? Poucos escândalos internacionais de corrupção nos parecem mais interessantes do que os nossos já que nós vivemos na sociedade brasileira, mas isso não faz da corrupção algo só nosso.

E porque a comparação com a África? O continente ancestral não escapa da corrupção, é verdade. E lá há até muita corrupção. Mas o tão bajulado velho continente, a Europa, berço da "civilização", também está afundado na lama podre da ganância - vide Itália - que leva vários corruptos aos ilícitos em busca de favorecimentos pessoais. E se nós tivemos um "mensalão", os norteamericanos amargaram o Watergate. É assim no mundo todo.

Mas, não. Insiste-se em agredir o Brasil e a África, como se todos os problemas fossem só nossos. Os que querem um Brasil melhor devem lutar por isso. Mas não é reproduzindo modelos estrangeiros que alcançaremos esta meta. Chega de tentar europeizar e norteamericanizar o Brasil. Basta!, eis o meu grito.

terça-feira, setembro 22, 2009

UM BATE PAPO SOBRE RAÇA

O bom jornalista Sidney Rezende, meu primo em parentesco veramente distante, postou no seu blog, o SRZD esse texto aqui, com um vídeo que eu, meus amigos, achei fortíssimo.

Publiquei no blog dele o seguinte comentário, que transcrevo, aqui, na íntegra:

Sidney, as maravilhas da genética e suas conclusões mais recentes sobre a inexistência de raças poderiam ajudar a combater o racismo se ele não fosse um fenômeno social tão arraigado na cultura ocidental. A noção de raça continua operando na sociedade iluminada pela ciência moderna. Especialmente para tudo o que se refere à África. A África é "primitiva"; seus povos não são "civilizados"; sua Natureza é "selvagem" - como se toda Natureza não fosse; A escravidão é "culpa" dos próprios africanos. Tudo é pejorativo, é negativo. Pouco se ergue a voz para falar algo de bom da África, um continente rico, de uma diversidade humana e cultural imensa, de civilizações lendárias e esplendorosas. E quando se fala bem dela, e se pretende defender seus filhos da opressão e da exclusão a que foram, historicamente, e são submetidos ainda hoje, vem os paladinos da democracia racial para nos dar aula de biologia e dizer que raça não existe. Não foram apontados assim (http://botequimdobruno.blogspot.com/200 9/09/um-homem-lamentavel.html) nas ruas. Se fossem, não diriam o que dizem. Obrigado por me mostrar esse vídeo que apenas confirma minhas convicções. Abraço!

O link que indico à ele é do blog de outro grande jornalista, o Bruno Ribeiro, de Campinas. Para chegar ao blog do Bruno e ler o que ele escreveu, basta clicar
aqui ou na barra lateral à direita deste blog.

Assistam ao filme e tirem suas conclusões. Mas antes de apertar o Play, nunca foi tão válida uma dica: tirem as crianças da sala!


Abraços!

domingo, setembro 20, 2009

PAPO DE SUBURBANO - ARMANDO UM CHURRASCO

- Então, meu cumpadi. Será que a gente pode sentar agora e fechar a lista das coisas que a gente vai botar nesse churrasco?

- Peraí...

- Porra.. Se depender de você esse churrasco só sai ano que vem, cumpadi. Qual foi agora?

- Pô, cara... Tu é estressado pra cacete, hein! Tu não tá vendo que eu tô no celular? To desenrolando com uma mina aqui, pô! Peraí que eu já vou...

- Lerdo pra caralho... Nunca comeu ninguém e agora vem com esse papo de mina. Aí, ele é cabaço, hein! Tá me escutando, filé? Não pega, não!

- Qual foi, parceiro? Tá querendo me queimar? Querida, depois eu falo com você, tá bom? Um beijo...

- Até que enfim!

- Porra... Chato pra caralho, você, hein...

- Vambora fazer essa merda dessa lista que o Aluízio precisa ir logo no mercado pra comprar as paradas.

- E porque que ele tá com essa pressa toda que eu não posso nem desenrolar com uma mulezinha?

- Porque o churrasco é amanha e a irmã dele vai casar hoje, cara. Ele ainda tem que meter uma beca.

- E quem é o péla-saco que vai casar com a gostosa da irmã do Aluízio.

- Não sei, só sei que nasceu virado pra lua o sortudo. Mas vamo fazer a porra da lista!

- Tá. Quanto de cerveja?

- Doze caixas.

- Tá. Daquelas com 12 latinhas, né?

- Claro que não, muleque! Daquela com 24 garrafas! É óbvio!

- Que isso, cara! O churrasco deve ter no máximo umas 30 cabeças!

- E tu acha que é pouco? Esses caras são tudo esponja, rapá. Absorve a cerveja todinha, e quando tu vê, já era...

- E doze caixas de 24 garrafas dá quantas cervejas pra cada um?

- Pô, muleque! Tu acha que eu sou matemático? Eu sou é cachaceiro, porra! Faz a conta aí, você, pô!

- Peraí... Doze vezes vinte e quatro... se doze mais vinte e quatro dá trinta e seis, doze vezes vinte e quatro deve dar 360.

- Caralho, tu é burro pra caralho, hein!

- Porque? Tá certo, porra!

- Que certo é o caralho!..

- Dá quanto então?

- Não sei! De cabeça eu não sei, só no papel...

- Muleque, que série que tu parou?

- Ahn?

- Que série que tu parou na escola?

- Parei na sexta, e tu?

- Parei na quarta...

- Então cala a boca que eu sou mais inteligente que você.

- Ah, vá tomá nesse teu brioco!

- Seu burro, me dá um papel aí, vai. Pega um papel pra eu fazer a conta.

- Escreve nesse aqui. Toma.

- Vamo ver quanto dá... É... Acho que...

- Quanto dá?

- 288

- Aí, é cerveja pra caralho!

- Que nada! Não dá nem dez garrafas pra cada um! E tu ainda não conhece o meu primo Marcinho. Ele bebe as minhas dez, as tuas dez e as dez dele. Só depois ele pára pra dar uma mijada. Depois continua bebendo.

- Tá, 12 caixas com 24 garrafas. Fechado. E a carne?

- Peraí, tu esqueceu o refrigerante!

- Pra que, essa merda?

- Tem gente que não bebe, cara!

- Tá, bota quanto?

- Quatro garrafas de 2 litros tá bom.

- Beleza, agora a carne!

- Anota aí.

- Ahan, pode falar.

- 5 kg de linguiça...

- Ahan

- 5 kg de alcatra...

- Só isso?

- O churrasco é pra gente beber ou encher o rabo dos outros?

- Tá, que mais?

- 4 kg de asa...

- Ahan

- 1,5 kg de coração...

- É muito.

- Porque?

- Metade da galera é do santo. Povo do santo não come os axés.

- Como assim axés?

- Axé, cara. Sei lá. Só sei que eles não comem coração.

- Quanto, então?

- Meio quilo é coração pra caralho. Tá bom demais.

- Beleza, menos um dinheiro.

- E o que mais?

- 1,5 kg de fígado de boi...

- Bom pra cacete!

- É. Bom e barato.

- O que mais?

- 20 pães franceses.

- Ué? Pra que?

- Cala a boca e escreve essa porra...

- Cara, antes que eu me esqueça...

- Ahn?

- Não fode.

- Tá, onde é que eu tava?

- 20 pães franceses...

- Tá. Anota aí, então, uma cabeça de alho e um pote pequeno de maionese.

- Pro pão de alho? É isso?

- É.

- Ahan... Que mais?

- 2 kg de jiló.

- Caralho, um jilozinho na brasa...

- Com queijo ralado por cima...

- Só aqui no subúrbio! Nunca vi jiló em churrasco na Barra!

- Bota aí 3 pacotes de queijo ralado.

- Tá. E o carvão?

- Anota aí 3 sacos e uma garrafa de álcool pra dar uma pressão.

- A churrasqueira é boa?

- Pra chuchu.

- Tem aqueles furinhos embaixo?

- Tem, pô.

- É aberta lá embaixo, na base?

- Claro! A churrasqueira é do caralho, cara!

- Então não precisa de muito álcool, não. Só um pouquinho no início. Eu tenho isso lá em casa.

- Tu leva?

- Levo, pô. Tranquilo.

- Tá. Agora o som.

- Pô, não te falei?

- O quê?

- O Torrado e o Carcará vão trazer banjo, cavaco e ainda vão arrastar o Jorge Bocão, o Minuca e o Remela pra batucar.

- O Minuca vem?

- Vem, pô! To te falando...

- Então ele vai trazer a cachaça lá da Mem de Sá.

- Ora ora...

- E quem é esse Remela?

- Lembra não? Remela, pô. Primo do Xandinho. É aquele muleque doente, que o olho dele não para de sair remela o dia inteiro...

- Ah! Pode crer! Mas, então vai ter batucada, é certo?

- Já tá! É só torcer pra fazer calor pra mulherada vir menos vestida e beber mais.

- Beleza! O resto, a cerveja, o churrasco e a batucada já tão garantidos.

- Muleque, é o filé me ligando de novo. Não posso dar mole...

- Vai... Vai... Vai ver se tu perde esse cabaço!

quarta-feira, setembro 16, 2009

CONSTRUINDO CIDADANIA EM SALA DE AULA

Apesar do título, esse texto não pretende se apresentar como guia, roteiro ou algo semelhante para a construção da cidadania em sala de aula. Trata-se apenas de uma reflexão baseada em uma experiência verificada em diversas oportunidades nas aulas de Geografia que leciono.

Desigualdade social é um tema frequente, seja nas abordagens diretas ou em abordagens em que o tema aparece de forma transversal. Ao trabalhar esse tema, gosto muito de fazer uma pesquisa de opinião com os alunos. O resultado é quase sempre uma polêmica frutífera, salutar, que favorece à troca de ideias.

A primeira pergunta que faço é se eles concordam que a parcela formada por 1% dos brasileiros de maior renda mensal representa uma elite em nossa sociedade. Poucos discordam. São os 1% mais ricos do Brasil. Diante dos 99% restantes, eles formam uma elite. Essa é a convicção dos alunos.

Depois informo que o IBGE fez, no Censo Demográfico de 2000, um cálculo que estabeleceu a renda mensal mínima para um indivíduo figurar no grupo de 1% dos brasileiros de maior salário/renda.

Pergunto o quanto eles acham que ganhavam por mês esses brasileiros que faziam parte do grupo mais rico, no ano de 2000. Aproveito o ensejo para explicar ou relembrar os conceitos de inflação e salário mínimo enquanto eles refletem e tomam sua posição.

Para ajudar, forneço o dado de que a população brasileira calculada por aquele Censo foi de aproximadamente 180 milhões de habitantes, ou seja, os 1% mais ricos do país seriam, aproximadamente, 1,8 milhões de brasileiros.

Eles refletem e emitem suas opiniões. Começa a polêmica. Eles debatem entre si, argumentam, num processo que eu controlo de perto para que não desande para a ridicularização da opinião alheia ou a agressão verbal, tamanha é a paixão que o tema desperta.

Nessa semana, tive a oportunidade de repetir essa pesquisa em duas turmas. As opiniões variaram entre cinco mil reais e cinco milhões de reais.

Se cinco milhões parece-lhe muito exagerado (adolescentes são exagerados) saiba-se, então, que a opinião da maioria fica em valores entre 20 e 100 mil reais, com alguns alunos apontando absoluta certeza para valores superiores a 100 mil reais. Não são raros aqueles que acham que o valor gira em torno de 500 mil reais.

O tema é para o debate.

Feita a discussão entre eles, apresento, para o espanto da imensa maioria, o valor obtido pelo Censo do IBGE de 2000.

Segundo os dados da pesquisa o grupo de 1% dos brasileiros de maior renda recebia valores acima de R$ 2.950,00.

Eles não acreditam.

Trabalho com jovens de poder aquisitivo que oscila do médio para o elevado. Alguns tem poder aquisitivo muito elevado. Para eles, o resultado é um choque.

É natural que cada um avalie a própria condição diante dessa informação. No entanto, ao perceber que a maioria se restringe a medir sua posição - tentando se localizar dentro desse estrato social - lanço o dado com outro ponto de vista. Explico que a imensa maioria dos brasileiros ganhava, em 2000, menos que R$2.950,00.

É interessante notar como as expressões mudam. Muitos me perguntam e outros apenas se perguntam:

- Como isso é possível?

É quando se atinge esse clima que o dado mais forte encontra seu espaço.

Ao perceber que eles se deram conta da condição de desigualdade em que vive a população brasileira, explico que o mesmo censo de 2000 verificou que aproximadamente 50% da população brasileira vivia com renda de até um salário mínimo.

Quase sempre é impossível conter a conversa, o burburinho. É a força da polêmica.

Quando eles acham que nada podia ser pior, lembro que o valor do salário mínimo em 2000 era de aproximadamente 150 reais. Ou seja: a metade dos brasileiros vivia - ou sobrevivia, eis a conclusão que eles tiram - com apenas 150 reais ou menos do que isso.

O tempo gasto em sala de aula para fazer essa atividade é mínimo. Os resultados são excelentes. Trabalha-se, assim, para o desenvolvimento de uma consciência mais cidadã nos estratos mais elevados da nossa sociedade.

Gostaria de saber como funciona essa pesquisa com alunos que possuem uma realidade social diferente da realidade dos meus alunos. Se você, leitor, é professor e se interessou em reproduzir essa dinâmica, contribua registrando os resultado do seu trabalho aqui nessa janela de comentários. Você não é professor? Fique a vontade para comentar também!

Um abraço solidário!