terça-feira, maio 08, 2007

DESUMANIDADE NA MEDICINA

Estou publicando novamente esse texto, com alterações feitas por minha irmã. Em verdade, a matriz que deu origem a esse texto foi escrita com raiva e no calor das emoções. Analisando com mais calma a situação, retorno ao Geografias Suburbanas e substituo o texto antigo por um novo, escrito por mim e por minha irmã, os dois filhos da dona Maria Luiza. A essência é a mesma. Muda um pouquinho o formato.

Agradeço desde já a solidariedade de todos que já compareceram aqui deixando-nos uma mensagem de conforto. Grande abraço!

.........

O exercício da medicina é, sem dúvida, uma dos mais belos e valorosos ofícios do homem. Sem querer desmerecer quaisquer outras profissões, o ato de salvar vidas, de cuidar da saúde das pessoas é algo ímpar, digno de muito respeito. O profissional de medicina se depara diariamente com situações de vida e morte, com dor, com riscos, além de outros fatores mais amplos, partindo do pressuposto de que a saúde vai além do bem-estar físico.

Justamente por isso, esse profissional tem uma das formações mais complexas e extensas do universo acadêmico e, além da formação, precisa, sobretudo, de ter enorme senso de responsabilidade, respeito e sentimento de humanidade. A meu ver, o respeito, na concepção mais profunda da palavra, pelo paciente, deve ser o principal elemento norteador do trabalho do médico.

Trago, hoje, um desabafo sobre mais um exemplo de descaso e de desrespeito com um paciente atendido pela rede pública de saúde no Brasil. Com tristeza, digo que se passou com um elemento da minha família: minha mãe.

Faz uns seis meses que minha mãe apareceu com um problema no dedo médio da mão direita. Foi diagnosticado o já comum "dedo-gatilho". Ela consegue fechar a mão, mas, ao abri-la, o dedo médio fica "preso", o que causa dor e desconforto, que aumenta com o tempo. Como minha mãe não tem plano de saúde, recorremos aos postos de atendimento mais próximos ao Parque Proletário Engenho da Rainha, localidade onde mora.

O ortopedista de plantão do PAN Del Castilho disse que o "dedo-gatilho" se resolve com uma cirurgia relativamente simples e rápida, que menos de uma hora seria suficiente para resolver o problema. Perguntamos se ele poderia fazer a cirurgia e ele respondeu que não, que somente um hospital "de grande porte" poderia atende-la. Mas, com um "ar de canalha", o profissional disse que, pela quantia de mil reais, faria a cirurgia fora do PAN. Levantamos e fomos embora.

Conseguimos marcar consulta no Hospital Geral de Bonsucesso, o HGB. Minha mãe foi atendida na Ortopedia e o médico marcou, em curto prazo, os exames pré-operatórios. Saímos animados. Tudo parecia caminhar rápido, mas nossa animação foi em vão. No dia dos exames pré-operatórios, minha mãe aguardou, em jejum, das oito da manhã, horário que o médico pediu que ela chegasse, ao meio-dia, horário em que, já impaciente e com fome, resolveu procurar o médico. Ela o encontrou andando pelo pátio e perguntou se ele faria os exames. Ele pediu que ela aguardasse mais um pouco e disse que ela já seria atendida. Não foi. O médico "sumiu". Quando voltou, lá pelas duas e meia da tarde, disse que faria os exames dali a dois ou três dias. E ficou por isso mesmo. Esse foi apenas o primeiro ato de desumanidade desse profissional que, em nossa modesta opinião, não merece o título que tem.

Numa outra data, com muito custo e horas de espera, os exames foram realizados e a cirurgia marcada. Começa um novo drama. Faz umas três semanas, minha mãe foi ao HGB na data marcada para a "simples" operação. Mesma rotina: chegar oito horas da manhã em jejum e... longa espera! Por volta das seis e meia da noite, já cansada, pálida, como os pés visivelmente inchados por ficar sentada num banco de corredor de hospital por mais de dez horas, e, obviamente, com muita fome, minha mãe vê um médico passar pelo corredor da ortopedia. Era o Dr. Cláudio, atualmente o chefe do setor. Faça um bem para uma mãe e ela te agradecerá, faça pelo filho dela, e ela nunca mais esquecerá. Ela reconheceu Dr. Claudio, pois havia sido ele o médico que me atendeu há 17 anos atrás, quando eu sofri uma fratura de grau 3 na perna e no pé direito. Sofri fraturas na tíbia e no perônio e meu pé quase foi "arrancado fora". O atendimento, que aconteceu no mesmo HGB, foi perfeito.

Minha mãe falou ao Dr. Cláudio da sua situação de longa espera e, só então, ela soube que o médico que a operaria já havia partido e que, portanto, não operaria mais ninguém. Isso mesmo: o médico havia ido embora sem avisar. Não deixou sequer um recado com a secretária do setor. Dr. Cláudio, esse sim um profissional comprometido com o exercício da sua função, dentro de suas condições, se prontificou a fazer a cirurgia, mas não poderia ser naquele dia, pois o Centro Cirúrgico estava lotado por conta de um grave acidente, cujos feridos haviam sido levados para o HGB.

Como havia necessidade de um acompanhante, minha irmã havia pedido liberação na empresa privada aonde trabalha para acompanhá-la. Não só minha mãe, como uma outra paciente também deixou de ser operada. Ela, que também aguardava para operar o pulso esquerdo, morava em outro município, havia saído de casa às quatro horas da manhã e estava há mais de onze horas em jejum completo, além de ter perdido o dia de trabalho. Minha irmã estava revoltada, mas minha mãe ainda disse, resignada, que outras pessoas estavam sendo atendidas de emergência, que o caso dela podia esperar.

Quarta-feira passada, minha mãe voltou ao HGB com um formulário para triagem de pacientes do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia – INTO que minha irmã havia conseguido imprimir da página do Instituto na Internet. Minha mãe procurou o tal médico e pediu a ele para preencher o formulário, para que ela pudesse começar de novo seu árduo trabalho em busca de atendimento, porém não mais no HGB. O médico se desculpou pelo ocorrido, disse que não seria necessário, que o processo no INTO demoraria muito, e que ele mesmo faria, com toda a certeza, a cirurgia, na semana seguinte, no dia 08 de maio de 2007.

Pois bem. Naquele dia, minha mãe estava lá na hora e local marcados. Pasmem: ele não foi trabalhar. Não deu um telefonema pra mandar os pacientes pra casa, avisar que não poderia comparecer. Às duas da tarde, quando um médico do setor apareceu, minha mãe rapidamente o interrogou pelo cirurgião e então soube que ele não iria ao HGB naquele dia. Inconformada, minha mãe tentou convencê-las a conseguir um espaço na agenda de cirurgia daquele dia, mas às três e meia da tarde, cansada, faminta e triste, deixou o hospital convicta de que esse descaso com o ser humano não combina com o exercício da medicina.

Como brasileiros, sabemos da limitação do serviço público de saúde, especialmente quando se trata de um hospital federal de referência, com amplo atendimento de emergência e localizado numa das principais vias de escoamento do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil. A toda hora chegam quebrados, rachados, pisados, moídos, baleados, que lotam os centros cirúrgicos e que tem prioridade de atendimento. Não é daí que vem nossa indignação. Ela vem da desumanidade revelada no fato do tal médico (médico?) não se prestar a dar um telefonema pra desmarcar o combinado com seus pacientes; deixar as pessoas esperando por horas em jejum até caírem de fome num corredor de hospital, demonstrando um total desrespeito não só com o paciente que o aguarda para uma cura, mas para com um ser humano que precisa de atenção e cuidado. Não estaríamos lá se não precisássemos. Existem poucas vagas no setor de ortopedia? Existem prioridades de atendimento? E a dor que se intensifica e que acomete minha mãe todos os dias? É pouca, mas não tem vez de ser resolvida?

Detestamos viver num país onde algumas pessoas têm privilégios por conhecerem outras mais influentes. Num dos países mais corruptos do mundo, é preciso repensar nossas atitudes em todos os graus. Nossa história pessoal é ligada à saúde pública desde nossos avós e pais, funcionários da Fundação Oswaldo Cruz. Minha irmã desde 1998 trabalha em instituições da área de saúde, dentre elas a Fiocruz, o Inca, o próprio HGB e a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Poderíamos ter tentado contatos. Alguns telefonemas poderiam ter resolvido essa questão de modo mais "fácil". Sabemos que isso é um fato, que algumas instituições possuem, em seus quadros funcionais, pessoas que permitem que esse tipo de privilégio aconteça. Não queremos privilégios, queremos apenas ser atendidos, pois isso é um direito que temos, garantido pela Constituição. Fomos buscar o acesso como todo e qualquer usuário do Sistema Único de Saúde e nos defrontamos com os velhos e conhecidos problemas do nosso país.

Não podemos responsabilizar uma ou duas pessoas por essa situação ou mesmo um governo. Mas precisamos fazer com que as pessoas tenham conhecimento dessas situações, para evitar que elas se repitam com outras. Esse profissional médico que fez o que fez com minha mãe é um residente do HGB. Ele pode continuar fazendo essas mesmas coisas com outras pessoas? Não podemos compactuar com esse tipo de postura.

Minha mãe, ao chegar em casa, me disse, com a sabedoria que lhe é peculiar:

- Talvez, meu filho, eu tenha que agradecer por isso estar acontecendo comigo.

Eu, sem entender, respondi, com uma pergunta, meio atônito:

- Como assim, mãe?

- Hoje, morreu no HGB, uma jovem de 37 anos com infecção hospitalar generalizada contraída, segundo a família, no Centro Cirúrgico. Talvez tenha sido melhor eu não conseguir uma vaga lá...

24 comentários:

Natali Toscano disse...

Professor, estou aqui mais uma vez comentando em seu blog. Digo desde já, que foi minha mãe quem escreveu como Monica Toscano, ela é enfermeira e ao ler só o primeiro parágrafo quis ler todo o resto. Não digo que ficou chocada, pois é um quadro muito comum hoje em dia, convenhamos.. Mas ela achou um ato bem desumano para quem é chamado de médico.
Ah, não precisa aceitar o comentário que ela fez.
Bem neste trecho acima eu meio que falei por ela né?! haha! Agora vou falar por mim..
Pode ter certeza que vai dar tudo certo, o dedo da sua mãe vai ficar muito bom pra ela poder te dar uns tapinhas pelas besteiras que andas fazendo (não estou afirmando que estás fazendo, apenas estou brincando até pq quem é que não faz alguma besteira estilo sair de casa no frio sem casaco?!Afinal é mãe né po!? Sempre tem essas histórias..)! Realmente, quando vc disse que estavam te ligando por causa da cirurgia da sua mãe e tal, eu fiquei meio preocupada pq eu sempre me coloco no lugar das pessoas e eu acho que no seu caso eu ia ter um treco.. Ainda pensei o que ele está fazendo aqui?! Deve tá aqui mas com a cabeça lá.. Bem sei lá eu fiquei com aquilo na cabeça e nada melhor como desejar boa sorte nesses casos :] E melhoras não ficaria bem no contexto.
Sério mesmo, vai dar tudo certo. Pode ter certeza a gente nunca deve perder as esperanças.
Grande beijo!

Monica Toscano disse...

Caro Diego, você retrata bem a realidade dos nossos hospitais. Sou enfermeira do município e mãe de sua aluna Natali. Tenho a possibilidade de colocá-lo em contato com uma funcionária do INTO que há algum tempo atrás trabalhou comigo e, por causa da minha profissão, conheço um médico do HMBR ( Hospital Municipal Barata Ribeiro) que é especializado em ortopedia. Caso queira uma ajuda faça o favor de entrar em contato, e pode ser até mesmo por intermédio de minha filha. Não prometo êxito, mas o que estiver ao meu alcance farei.
Grande abraço.

Diego Moreira disse...

Natali e Monica,

Muito obrigado pelas palavras, antes de tudo. A solidariedade sempre conforta a alma dos aflitos.

Natali, espero não ter transparecido a preocupação durante a explicação. Acho mesmo que não transpareceu. Pouca gente 'se ligou' na minha situação mesmo eu tendo falado repentinamente sobre o assunto quando fiz a pausa pra desligar o celular que não parava de tocar.

Quanto ao casaco, relaxa. Eu nem tinha reparado e não encrenquei. O Graterol é que é implicante! (rs)..

Dona Monica, desculpe a formalidade, mas a senhora é mãe e eu não sei tratar mães sem formalidade.

Parabéns pela educação de sua filha. Natali, além de aluna disciplinada e esforçada, é muito simpática e humana, como demonstrou hoje. Na semana do dia das mães, só posso lhe dar os parabéns.

Minha família agradece a iniciativa da ajuda disponibilizada. Estamos encantados e muito gratos. Mas não queremos incomodar e dar trabalho. Nos conforta saber que, se não conseguirmos resolver essa situação, temos alguém a quem recorrer.

Mais uma vez, manifesto a gratidão de minha família e a parabenizo pela menina maravilhosa que é a Natali.

Um grande abraço pra vocês.

danillo disse...

isso eh um abeeeesurdo, esses hospitais e a saude publica no pais atualmente se encontram precarios, e pior ainda tem casos de fatalidades nos locais.. pelo menos, a sua mae nao operou e nao teve nenhum caso mais grave como infecção hospitalar... eh isso prof vlw abçao

Diego Moreira disse...

Fato, meu caro, que a saúde pública vai mal. Mas hoje, o hospital ao menos tinha vaga pra operar. O que não tinha era um médico que cumprisse seus compromissos.

Os outros até se prontificariam se não estivessem ocupados com as suas tarefas, os seus compromissos, mas o responsável (?) pelo caso da minha velha, nem isso fez...

Valeu, garoto! Abraço!

Filipe disse...

Meu amigo,
Cabeça erguida, fé nos nossos amigos e bola pra frente!

Diego Moreira disse...

Obrigado, mestre Couto! Não nso faltará a fé, em tempo algum!
Valeu, mesmo!

Para todos: Os próximos comentários serão transcritos de respostas que eu e minha irmã recebemos por e-mail de amigos que leram esse texto através de mensagem enviada pela Larissa, minha irmã.

Quem quiser, pode comentar também.
Abraços!

Henrique Eldinias disse...

INDIGNADO COM A HISTÓRIA Q ACONTECEU COM SUA MÃE, TOMEI A LIBERDADE DE POSTAR O SEU E-MAIL NA ÍNTEGRA NO MEU BLOG ( vulgarize.blogspot.com) PARA COMPARTILHAR AS INFORMAÇÕES COM MEUS AMIGOS, OU POSSÍVEIS OUTRO LEITORES.
UM BJ PRA VC E TODA SUA FAMÍLIA.
MTA PAZ!

Monica Vieira disse...

Oi Lara,

Já enviei sua mensagem por aí. Admiro muito vc e o Diego. Mande um abraço
forte para sua mãe. Felicidades para vcs..........

beijo grande,
Monica

Roberta Oliveira disse...

Amores, que absurdo. Casos como esse só aumentam minha vontade de nunca mais voltar ao Brasil... só de férias mesmo.
Que Deus ajude a voces (e como disse a Tia Luiza, Deus deve ter mesmo ajudado a ela a nao fazer a cirurgia lá), e que ajude tb a mim a ter forças pra aguentar viver longe das pessoas que eu amo em busca de algo melhor pra mim e para os meus filhos (que eu ainda planejo ter só fora do Brasil).
E afinal, a Tia luiza vai fazer em outro lugar? O tal Dr Cláudio não ia fazer a cirurgia? Sumiu tb?
Beijocas

Verena Buschinelli disse...

Amiga,
fiquei indignada com o que acabei de ler...que falta de respeito com o próximo e mais ainda, cadê o juramento de Hipócrates, será que o tal médico lembra-se do que estudou na faculdade??? Sinceramente esse relato só me deixa mais triste e decepcionada com o nosso país.
Espero que sua mãe esteja melhor e que consiga fazer a cirurgia que precisa e tem direito. Um super beijo a ela pelo dia das mães, o melhor presente que ela poderia ter são vocês. Cuidem bem dela.
Um beijo e saudades,

Sheila e Gabriel disse...

Ola,

Belíssima a sua explanação. Infelizmente o teor dela não é dos melhores. Acho que todo esse disparate que acontece com a saúde é uma forma de forçar a barra para que todos recorram aos planos de saúde. Isso deve ter um "dedo" das próprias empresas que trabalham com planos de saúde.

Não sei se poderia ajudar de alguma forma, mas contem comigo para pelo menos, se precisar, ficar com ela no horário da tarde, visto que eu só trabalho até o meio-dia.

Beijos a todos.

Sheila e Gabriel

Dayse Paes Leal disse...

Queridos, lamento muitíssimo saber da "saga" pela qual vcs tem tido que passar.
Enfim o que de alento tenho nesse momento é: "Ó Senhor Jesus!!!" Que é algo que tenho experimentado todos os dias
dizendo toda hora e crendo que ELE me ouve e sentindo que traz imensa paz e resposta imediata ao meu homem interior, cheio de inquietações, ansiedades e mágoas...
"Seja a PAZ de Cristo o árbitro nos corações; À QUAL, Deus nos chamou!"
Cristo é a PAZ! A nossa PAZ! Creia nisso! Tenho tido uma comunhão íntima com ELE e tem sido maravilhoso
provar de seu amor e cuidado, todos os minutos, de todas as horas de todos os meus dias!
Creia que Deus atende nossa orações!! "Sua mãe "pode ter sido" foi poupada!!!
É MUITO BOM DEIXAR DEUS SER DEUS! E mais... confiar em sua soberania!
Um beijo carinhoso, solidário e saudoso.
Dayse

Arimar Gama disse...

Oi querida que situação está esse BRASIL, mas DEUS na sua misericordia
ira ajuda-la.
É revoltante saber de tudo isso e não poder fazer nada, mas ela é uma pessoa iluminada quando se refiriu a moça que morreu, não fique triste porque DEUS
tem um proposito na nossas vidas.
Dê um grande abraço nela pelo dia das mães.
Bjs.
Arimar

Erika Breno disse...

É lamentável toda essa situação...
Pior ainda sber q não é só a sua mãe e sim, milhares de pessoas q passam por isso todos os dias. Espero q vcs possam resolver esse probleminha com sua mãe o mais breve possível e se eu puder ajudar em qualquer coisa, pode contar comigo.
Bjs para todos vcs!!!

Diego Moreira disse...

Obrigado a todos pelo carinho!

Saibam que esse texto foi enviado, por e-mail, ao CREMERJ, à direção do HGB, ao Ministério da Saúde e ao Jornal O Globo, para divulgar essa história.

Abraços!

Diego Moreira disse...

Queridos, em menos de 3 horas recebemos a resposta do CREMERJ:

"Caso queira efetuar uma denúncia sobre este caso, esta deverá ser enviada pelo correio ou protocolada neste Conselho ou nas suas Seccionais, com descrição dos fatos e nome da instituição ou médicos envolvidos, além da
identificação, endereço e assinatura do denunciante.
O regulamento do Setor de Processos Éticos não permite o recebimento de documentos eletrônicos, sendo protocolados apenas documentos com assinatura do seu emitente".

Att.
Protocolo
CREMERJ

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Bola pra frente!

Larissa Moreira disse...

DiNego,

É isso aí, bola pra frente. A velha vai mais uma vez ao HGB na segunda-feira procurar o dr. Claudio, chefe do setor, para pedir o encaminhamento ao INTO. Fé! Vamos resolver essa parada. Beijos!

Larissa disse...

Ah, um detalhe: a pessoa citada no final do texto, a moça de 37 anos, não morreu. Ela apenas contraí a infecção no hospital. Pelo menos é uma notícia boa. É melhor colocra essa observação aqui. Bjs!

Philipp disse...

É Diego... sobre esse caso eu prefiro nem comentar pra não abaixar o nível no seu blog. Cara, quando eu leio ou escuto esses absurdos que acontecem eu fico muito puto e começo a xingar. Infelizmente nós temos políticos que não estão nem aí pro povo e isso acaba se refletindo nesses tipos de profissionais. Minha mãe é dentista do Rocha Faria e nos conta os absurdos que acontecem por lá também. Desejo aqui boa sorte pra sua mãe e melhoras.
Abraços..

Anônimo disse...

BOM DIA!FILHO QUERIDO!

É COM TRISTEZA QUE LI O RELATO FEITO POR VOCÊ E SUA IRMÃ,FIQUEI MUITO CHATEADO COM A FALTA DE RESPEITO DESSE "CIDADÃO" QUE SE FORMOU PARA SALVAR VIDAS MAS PELO QUE PARECE ELE PODERIA É SER DONO DE UMA AGÊNCIA FUNERÁRIA.

Patrick disse...

Realmente Diego, a saude publica no Brasil, e em especial no RJ viraram uma calamidade pública, além de não haver equipamentos que atendam as demandas, sofremos também com a desmoralização de boa parte dos médicos, que se esquecem que estão lidando com pessoas, e tem esse tipo de atitude, que não condiz com uma profissao que deveria visar à ajuda ao proximo

Diego Moreira disse...

Garota: Bola pra frente. A mulher não tinha morrido mas os médicos não deixaram nenhuma esperança pra família. Provavelmente a moça já 'foi oló'.

Philipp: Também fico puto. Tanto que escrevi um texto antes desse mais formal que foi editado pela Larissa. O meu (a matriz) estava repleto de raiva... abraços e valeu.

Paizão: Sempre há interesses econômicos escusos por trás dessas merdas. O canalha, bem dito, deve ser dono de funerária em Bonsucesso...

Patrick: é isso aí, malandro. Em todas as profissões encontramos estes irresponsáveis. Mas, pô, vida é vida. Gente é gente. Não dá pra ser irresponsável com a vida de uma pessoa. Seja bem chegado a esta casa! Abraço!

Larissa disse...

Gordo, fiquei sabendo informalmente por uma pessoa que trabalha no HGB que esse caso da mamãe já é de conhecimento de todos no HGB. O diretor interino, Dr. Valcler Rangel Fernandes, ficou sabendo e o próprio chefe do serviço, Dr. Claudio, vai ser chamado a responder pelo caso. Mamãe vai receber uma retratação do Hospital em breve. E o sujeito que fez o que fez, um residente do segundo ano, vai ter de responder a um processo junto à Comissão de Ética do Hospital. E é bem provável que perca a oportunidade que muitos gostariam de ter e poucos conseguem: continuar sendo residente e ganhar muita experiência num dos maiores hospitais da rede pública do RJ, quiçá do Brasil. Ruim para ele, melhor para as pessoas que não mais serão tratadas assim por ele. Beijos!