sexta-feira, dezembro 04, 2009

O NATAL E O BOM VELHINHO: DE NOVO

Caríssimos, a infância é um tema em alta aqui em casa. Chegado este mês de dezembro, revivo um dos meus pesadelos mais antigos: o Papai Noel.

Fato: detesto, de forma absoluta, categórica, inabalável, inapelável - e outros sinônimos cabíveis - o Papai Noel.

Não consigo desvanecer a ideia gravada em mim de que esta figura horripilante materializa da forma mais vil o anti-Cristo.

E essa repulsa por ele não é fruto apenas de uma reflexão sobre o simbolismo do Natal enquanto festa cristã por excelência e sua deturpação que encontra orígem também na figura do velho da Lapônia.

A verdade é que entre as verdades mais incontestáveis, mais autênticas e mais indubitáveis de minha vida figura o fato de que eu sempre detestei de forma absoluta, categórica, inabalável, inapelável - e outros sinônimos cabíveis - o Papai Noel.

A foto que aparece a seguir registra uma tentativa - frustrada - de mamãe em me fazer sorrir para uma fotografia com o Papai Noel.


Ela sorri um sorriso imenso na foto - ela que sempre se emocionou, de chorar um rio,e um mar, com a chegada de Papai Noel. Eu me inclino contra ele em clara expressão corporal de incômodo por estar no colo de alguém vestido daquela forma patética.

Sobre essa história de anti-Cristo e a transmutação do Natal em comércio, já falei mais aqui, há quase três anos, num dos primeiros textos desse blog.

Abraços e até!

2 comentários:

Ranzinza disse...

Eu entendo o seu "drama"

Fabio disse...

Sem contar o contrassenso de que, no Brasil, é um verão escaldante e o Santa Claus vestido com roupas que lembram esquimós; ademais, renas no Brasil só na imaginação dessas mentes colonizadas mesmo...
Haja paciência.

Abração,

Fabio