quinta-feira, outubro 09, 2008

SAMBA DO IRAJÁ - II

Seguindo com a narrativa do inesquecível encontro do último sábado, no Doce Refúgio, em Irajá, trago algumas imagens que registram a presença de parte da rapaziada que participou da festa (foram mais de 80 pessoas!, mais de 80!). Um encontro familiar que contou com a presença de amigos do Luis Henrique, amigos da turma do Irajá, vizinhos e o escambau!


Cheguei pontualmente às nove da noite e fui recebido pelo Budé, de camiseta regata amarela, que pilotava a gigantesca churrasqueira.

- Fala, Budé!

- Ô, meu querido!

- E aí, como é que você , malandro?

- Agora melhor, porque você chegou, garoto!

Abraços efusivos em todos - cumprimentei todas as pessoas que estavam na festa - e depois abri a primeira. Meu cunhado, o Zé Eduardo, mandou a lei seca às favas e me acompanhou naquela gelada. A turma foi chegando, as cervejas - intermináveis, diga-se, - foram saindo até que rolou a homenagem ao velho Mizoca, como contei no primeiro texto.

Havia comida para um exército. Meu sogro, que fazia feijoada pra 400 pessaoas com a facilidade de quem frita um ovo, certamente ficaria feliz com aquela bagunça. E o jantar saiu. O Nelson, malandro bom à bessa de bola e conhecido como Jacaré, ficou pilotando o bar, distribuindo as cervejas para a rapaziada e comandando o serviço do jantar, sempre com o avental preto e um pano de prato pendurado no ombro direito. Veja as fotos do farnel:



A churrasqueira foi um dos maiores destaques da festa e sua inauguração um dos motivos para o encontro da rapaziada. Segundo o Fagner, nosso amigo, advogado - e humorista nas horas vagas - a construção da churrasqueira assumiu dimensões de obra do PAC devido à sua estrutura faraônica e à incrível solução de engenharia para dispersar a fumaça. Notem as fotos!

Duas lâmpadas de 100 watts pra eliminar o breu da galeria - isso não é uma churrasqueira, é uma galeria de carnes! - estrutura em tijolo com acabamento de granito e - vejam! vejam! - um imenso coletor metátilco que leva toda a fumaça para um cano, altíssimo, que faz as vezes de chaminé. Se fosse um pouquinho mais alto, o cano precisaria daquela luz vermelha para alertar e afastar os aviões.


Ainda com o jantar sendo servido, a turma do batuque e da melodia foi chegando, passando o som, e esquentando a mão no couro pra fazer o samba rolar madrugada a dentro. Nesse vídeo, vê-se a turma fazendo o "esquenta" antes de começar pra valer. A Marcia Viegas, percussionista da mão cheia - o Jorge Aragão não abre mão do auxílio luxuoso dessa moça na sua banda - puxou um batuque no pandeiro, o Doceu, no violão, chamou o restante da turma - "vem, vem, vem..." - e o que saiu foi isso aí, ó. O povo cantou e aplaudiu como se fosse o fim. Mas era só o começo.


video

Até breve!

6 comentários:

xóbrio disse...

"Hoje estou no fim
Senhora Liberdade
Abre as asas sobre mim"

Diego, meu velho, mande abraços para Nei Lopes. Passo aí logo que puder, mantenha-me informado dos regabofes no Irajá.

Larissa disse...

Uma delícia de samba! Cade a parte 3? rs

José Eduardo disse...

Grande festa!! Temos que voltar! Comida de primeira, samba de primeira e hospitalidade de primeiríssima. Valeu!!

Diego Moreira disse...

Júnior, meu velho, em breve terei o privilégio de mandar esse abraço para o mestre em teu nome. Apareça mais vezes, só pra gente beber mais juntos.

Garota, aguarde. A falta de tempo me faz ir colocando as postagens que estou preparando aos poucos. Mas terá mais, com certeza. Não caberia tudo em uma só.

Zé, você é que é um camarada de primeira, malandro. Vi seus olhos marejados quando o Jorge Moreno cantava o samba do Martinho. Isso estará registrado em mim pra sempre, e em uma das próximas postagens aqui, com certeza.

Abraços pra todos.

Karen disse...

'se você não me queria,
não devia me procurar...'
Ah professor, adoro essa música!e gosto muito de sambinha se já percebeu estou sempre cantando. tenho no meu computador com a Orquestra Imperial, devia baixar se não conhece...
um grande beijo!!

Diego Moreira disse...

Karen Lino, você é uma raridade, menina! Poucas jovens da sua idade (15 anos?) conheceriam um samba do Monsueto... E (re)conheceriam a letra ouvindo apenas a melodia, como apresento nesse filme.

Venha mais vezes. Você é muito bem-vinda.

Um grande beijo!