segunda-feira, junho 08, 2009

ENCONTRO DE TRÊS IRMÃS

Não é sempre que isso é possível para elas nos dias de hoje. Mas no último sábado, motivo para lágrimas de muita emoção e alegria, essas três irmãs nascidas em Bacaxá, distrito de Saquarema, na região da Baixadas Litorãneas do Rio de Janeiro, se encontraram novamente. Elvira Porto (93), Odila Porto (89) e Océlia Porto (79), esta última, minha avó, mãe de meu pai, são personagens fundamentais da minha história, com participação ativa na minha infância e na formação do meu caráter.


Da esquerda para a direita: Océlia, Odila e Elvira.



Aqui, Odila (sentada) e Elvira (de pé) se encontram.


De todos os muitos momentos bonitos que a família viveu nesse último sábado, dia 6 de junho, na comemoração dos 30 anos de minha irmã, completados no dia 31 de maio, esse foi o que mais me emocionou.

Contarei mais sobre o evento suburbano do último sábado em breve.

Abraços e até!

terça-feira, junho 02, 2009

A MÍDIA E O DIMENSIONAMENTO DAS TRAGÉDIAS

O controle da circulação das principais informações veiculadas em todo o planeta pertence a um número muito restrito de agências de notícias. Entre elas, destacam-se grupos como o conglomerado anglo-canadense Thomson Reuters, o grupo francês AFP, a agência espanhola EFE, o grupo norteamericano UPI além da BBC e outras poucas agências de grande porte. Muitos jornais apenas reproduzem o que essas agências divulgam. Suas notícias são capazes de influenciar decisões financeiras, empresariais e até decisões políticas e governamentais. Não resta dúvida de que essa capacidade de controlar a produção e a circulação das notícias confere grande poder a essa mídia que, de forma quase invariável, a utiliza segundo seus anseios e seus interesses.

E um dos diversos exemplos desse uso parcial da informação pelas grandes agências de notícia é dimensionamento das tragédias. Grandes tragédias, em geral, envolvem a perda de várias vidas, ou pelo menos de uma vida. Então, a questão que se exibe é: como dimensionar uma tragédia? Será pela quantidade de vidas perdidas? Ou pela "qualidade" dessas vidas?

Do ponto de vista da quantidade o mundo já viveu diversas tragédias. O holocausto, as grandes guerras, a epidemia AIDS na África, as tsunamis são grandes tragédias. O Stalinismo, com seu saldo de milhões de mortos, também gerou uma tragédia. O massacre secular dos indígenas americanos, que foi um verdadeiro holocausto sem direito a lista de Schindler, também foi uma tragédia. Todas com muitas mortes. Do ponto de vista da "qualidade", o mundo também já viveu algumas tragédias. Só no século 20, o assassinato de pessoas como Francisco Ferdinando, John Kennedy, Indira Ghandi e Yitzhak Rabin, entre outros, mudaram o curso da história, seja em âmbito nacional ou internacional.

Eu, que sou um humanista, não pretendo estabelecer comparações entre tragédias atribuindo maior ou menor valor a elas. Pretendo, apenas, demonstrar como a grande mídia valoriza demais determinadas tragédias enquanto despreza outras que envolveram tantas vidas quanto as primeiras. Ou seja, que a mídia, de modo geral, dimensiona as tragédias muito mais pela "qualidade" das vidas perdidas do que pela quantidade. Os exemplos que temos a seguir, mais ou menos recentes e típicos da imprensa brasileira, exemplificam bem o que estou afirmando.

Dois estados Brasileiros viveram tragédias recentemente, associadas ao excesso de chuvas, ou seja, a catastrofes naturais, além de problemas de infraestrutura urbana. São eles, o Estado de Santa Catarina e o estado do Piauí. A cobertura dada às duas tragédias, de dimensões semelhantes, é absolutamente discrepante. Santa Catarina esteve nas capas dos jornais durante semanas na época em que se abateu a tragédia sobre o estado. Um destaque muito menor foi dado aos eventos que assolaram o Piauí, onde além das mortes, muitas pessoas ficaram desabrigadas e diversos povoados simplesmente desapareceram. A razão para essa cobertura diferencial está na "qualidade" da população atingida.

No Piauí, os mortos e desabrigados fazem parte de um Brasil que não é central, que é mulato e mestiço, descendente muito mais de índios e africanos do que de brancos europeus. São os nordestinos pobres que levam o governo a gastar dinheiro com programas assistencialistas como Bolsa Família, Fome Zero, ProUni etc., e não ter verbas para construir um museu Guggenheim em São Paulo ou no Rio de Janeiro. São os nordestinos que tem parentes superlotando as metrópoles do sudeste onde são vistos apenas nos canteiros de obras, nas portarias ou nos departamentos de manutenção e limpeza das grandes empresas. Ou seja, quem morre no Piauí é gente menos importante, cuja morte comove menos a classe média metropolitana que lê jornal e vê telejornal, é gente que não é notícia.

Em Santa Catarina, os mortos e desabrigados fazem parte de um Brasil central, de um povo que é branco, em sua maioria, louro de olhos claros, descendente de europeus, vistos como os únicos capazes de civilizar o Brasil, a esperança redentora de uma nação forjada com base na escravidão e no massacre de milhões de índios. São os catarinenses, que podem ter entre seus mortos uma menina cuja beleza se enquadra nos rígidos padrões da moda internacional e que a fatalidade impediu de se tornar uma nova super top model. São os catarinenses pobres e os muitos catarinenses de classe média e alta que tiveram suas vidas arruinadas por construir em áreas de encostas ou vales fluviais desmatados tornando-se vítimas dos deslizamentos de terra e do transbordamento de rios assoreados.

Para mim, o valor das duas tragédias é o mesmo. Lamento por todas as pessoas e por todo o sofrimento delas. Minha crítica é à imprensa que, por se identificar muito mais com os catarinenses do que com os nordestinos e saber que a identificação geral de seu público é a mesma, veste-se de todos os seus preconceitos e retrata de forma desproporcional tragédias semelhantes.

Quando se trata da morte de crianças a comoção das pessoas é, em geral, maior do que quando se trata de adultos ou, principalmente, de idosos. Mas o tratamento dado a morte de uma criança pobre, moradora de favela por exemplo, é sempre menos dramático do que ao que é dado a morte de uma criança rica ou de classe média e alta.

Se a polícia troca tiros com bandidos em uma favela e um dos tiros mata uma criança, a notícia virá, mas acompanhada daquela conotação de senso comum, da ideia de violência banalizada, de guerra urbana, de traficantes armados contra polícia mal treinada, mal remunerada e, por vezes assassina etc. Em pouquíssimo tempo a manchete desaparece. O mesmo vale para os casos de violência dos pais com os filhos, pobres, é claro.

As proporções que tomam os casos de violência contra crianças de classe média e alta são muito maiores. O caso de Isabella Nardoni, em que muitos fatos levam a sociedade a crer que a menina foi jogada pela janela do apartamento pelo próprio pai, passou pelo menos dois meses sendo acompanhado de perto pela imprensa brasileira e as novidades processuais ainda são discutidas com a maior presteza. Isabella e outras meninas de classe média e alta, com suas fotografias estampadas nos telejornais, lembram os filhos da classe média e alta de todo o país, o que os comove com mais facilidade os que compram jornais e assistem telejornais. Elas são mais notícia do que as crianças pobres de favela.

Para mim, o valor das duas tragédias é o mesmo. Lamento por todas as crianças e por todo o sofrimento delas. Minha crítica é à imprensa que, por se identificar muito mais com a classe média do que com moradores de favela e saber que a identificação geral de seu público é a mesma, finge, quase sempre, uma tristeza pela morte das crianças de favelas - quando, em verdade, comemora menos um recruta do tráfico em um futuro próximo - e retrata de forma desproporcional tragédias semelhantes.

Um acidente aéreo sempre tem muito mais repercussão do que os acidentes rodoviários. Claro, eles são mais raros e quase nunca deixam sobreviventes, é verdade. Mas não é pela quantidade de mortos que eles ganham notoriedade maior. Os acidentes rodoviários em conjunto matam muito mais do que os acidentes aéreos. Mas há, quase sempre, grande diferença social entre quem morre nas estradas e quem morre em acidentes aéreos.

Os editores que selecionam o que se noticia nos jornais e telejornais, quando viajam para locais distantes, o fazem de avião ou de ônibus? Quando ocorre uma tragédia aérea de grandes proporções, uma das informações mais buscadas pela imprensa é a lista com os nomes dos passageiros. Há passageiros ilustres? Políticos? Empresários? Artistas? É com essa classe que os formadores de opinião se identificam, e não com as classes que frequentam os ônibus de viagens nas estradas brasileiras. Quando, por exemplo, ocorre um acidente envolvendo dois ônibus numa estrada, com mais de 50 mortos, não há a mesma cobertura. Geralmente não há ilustres para procurar nas listas de mortos. Em pouquíssimo tempo o caso é esquecido.

Para mim, o valor das duas tragédias é o mesmo. Lamento por todas as vidas perdidas e por todo o sofrimento dos familiares. Conheço pelo menos duas pessoas que perderam familiares no mais recente acidente aéreo. Minha crítica é à imprensa que, por se identificar muito mais com os passageiros de avião do que com os de ônibus e saber que a identificação geral de seu público é a mesma, atribui maior valor ao desastre aéreo, e retrata de forma desproporcional tragédias que ceifam quase o mesmo número de vidas.

Esse mecanismo que dimensiona tragédias não foge, portanto, ao mesmo mecanismo comercial de sempre onde o produto, no caso, é a informação e a sua venda está submetida ao tratamento dado à notícia e a relevância dela para o seu público alvo. É assim também quando morrem adolescentes, um da zona sul e outro do subúrbio; quando carros são roubados, um na zona sul e outro no subúrbio; quando prédios são invadidos, um na zona sul e outro no subúrbio etc., etc., etc...

sexta-feira, maio 29, 2009

ALI KAMEL E O EXÉRCITO BRASILEIRO

Texto extraído de email enviado pelo mestre Nei Lopes.

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Estimados Amigos,

Hoje pela manhã, meu quartel recebeu, para fazer parte do seu acervo de livros que devem ser lidos, o livro de Autoria de Ali Kamel, "Não Somos Racistas", que foi reeditado pela editora Biblioteca do Exército (BIBLIEX). Fui informado que todos os quartéis do Exército no Brasil irão receber este livro para ser lido pelos militares.

Sou militar, amo a minha profissão, entretanto, não posso me calar diante de um retrocesso financiado pelo dinheiro público, pois esses livros editados e doados aos quartéis têm financiamento do dinheiro público e demonstra uma incoerência com as Políticas Públicas que reconhecem a existência, indubitável, do racismo no Brasil e procura adotar ações para rechaçar qualquer forma de discriminação étnico-racial.

Não posso deixar que pessoas, de intenções desconhecidas, aproveitem a condição do nosso glorioso Exército, o qual eu tenho imenso orgulho de envergar sua farda, para desconstruir fatos e desinformar pessoas sobre a verdadeira realidade do nosso País.

Todos ganham quando há debates sobre como solucionar os verdadeiros óbices da grande Nação brasileira, entretanto para que haja os debates, tem que ser conhecidos os verdadeiros problemas e não camuflados e velados.

Por fim, espero que alguém amenize o retrocesso que essas doações com o dinheiro público podem causar a Nação brasileira.

Forte abraço,

Marinho.


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Nossa opinião:

Quando um homem ligado ao mais alto escalão do jornalismo da Rede Globo apresenta uma associação, ou mesmo uma convergência de ideias com o exército brasileiro, eu sou forçado a me lembrar dos anos, de chumbo, que eu felizmente não vivi, e a temer pela Nação Brasileira e o seu futuro.

terça-feira, maio 12, 2009

RAPIDINHAS SUBURBANAS

Ando trabalhando pra caralho. Correção de provas, elaboração de testes, seleção e produção de textos, enfim, vendendo minha força de trabalho ao grande capital. Por isso ando sem tempo de escrever algo original por aqui. Deixo, então essas rapidinhas vividas na manhã de hoje.

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Na sala de aula

Meus alunos do primeiro ano do ensino médio acharam, em geral, que a prova bimestral teve o mesmo nível de um teste psicotécnico. Ou seja, só se fode o indivíduo que é maluco ou burro pra caralho. E, de fato, a prova foi fácil. Mas eu descobri que, se não estou dando aulas pra malucos, tem uns caras burros pra caralho no meu alunado.

Entrei em sala, hoje, em Ipanema, depois de uma aula de matemática. E o clima entre os alunos era do tipo: acabou a aula de uma matéria difícil e começou a aula de uma matéria mongol. E eles simplesmente se recusaram a calar a boca diante da minha presença durante os primeiros cinco minutos. Fiquei mudo, olhando para a turma e aguardando o hormônio do "simancol" fazer efeito naqueles adolescentes demoníacos. Demorou, mas o hormônio agiu. Quando obtive silêncio total, disse pra eles o seguinte:

- Meu próximo teste será surpresa, como sempre, e com ele eu vou arrancar a cabeça de vocês à unhadas e guardar os poucos miolos pra comê-los, podres, na ceia de Natal.

Poucas vezes tive uma aula tão tranquila e participativa como hoje.

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No táxi

Peguei um táxi pra Tijuca. Na altura da esquina da Maracanã com a José Higino, pedi que o motorista entrasse à direita. Esqueci da orientação que deveria passar a seguir e, meio em cima, pedi pra ele entrar na primeira à esquerda, a Maria Amália. O taxista fez a manobra magistralmente.

Então, o malandro, cascudo, com pinta de 20 mil anos de praça, me perguntou:

- Essa aqui é a Maria José, não é?

E eu, suburbanissimo, respondi.

- Não. A Maria José fica lá em Campinho. Essa aqui é a Maria Amália.

Com ar de surpreso, ele comentou:

- É verdade!

E depois de dizer algo sobre a confusão que fez, me disse o seguinte:

- Mas, pô... poucas vezes eu vi um garoto da Tijuca como você conhecer uma rua como a Maria José.

E, em seguida, me perguntou:

- Você conhece bem o subúrbio?

Eu só disse:

- Ô...

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Até!

sexta-feira, maio 08, 2009

E SILVIO CACCIA BAVA DISSE TUDO...

SINAIS DE INSTABILIDADE POLÍTICA

Por Silvio Caccia Bava - em Le Monde Diplomatique Brasil - Maio de 2009.

Não demorou muito para que surgissem perguntas da parte de quem paga impostos. De onde saiu tanto dinheiro para socorrer o sistema financeiro, se os compromissos assumidos pelos governos dos países mais industrializados com a erradicação da pobreza, como os Objetivos do Milênio, não conseguiram mobilizar sequer uma pequena fração dos recursos destinados a socorrer os bancos?

A comparação de alguns números sustenta essa perplexidade. Segundo um recente estudo publicado pelo IPS - Institute for Policy Studies, de Washington, para socorrer os bancos e seguradoras foram destinados mais de US$ 4 trilhões. Esse valor é 40 vezes maior do que os recursos destinados a combater a pobreza e as mudanças climáticas no mundo. Os US$ 152,5 bilhões destinados a socorrer a seguradora AIG superam, de longe, os US$ 90,7 bilhões que os EUA e os europeus somados destinaram à ajuda para o desenvolvimento em 2007.

As grandes empresas capitalistas perderam algo como US$ 30 trilhões neste ano de 2009 com a desvalorização das ações nas bolsas de valores. Não tenham dúvidas que elas tentarão recuperar, ao menos em parte, essas enoremes perdas. E a mobilização dos recursos públicos por parte dos governos, recursos provenientes do pagamento de impostos, é parte da estratégia para salvar essas riquezas acumuladas, principalmente, por meio da especulação.

Associada a essa perplexidade está a angústia e o medo daqueles que se apercebem da extensão da crise. As previsões dos melhores especialistas não veem a luz no fim do túnel. E não se sabe quantos recursos mais terão de ser mobilizados para sustentar esses gigantes de pés de barro, que se aproveitaram da convência dos Estados para operar especulativamente num verdadeiro cassino mundial.

A crise tem um enorme custo social: o aumento da pobreza e do desemprego. A OIT estima que, só em 2009, mais de 50 milhões de trabalhadores perderão o emprego. Os recursos públicos destinados a salvar o sistema financeiro exigirão cortes no orçamento das políticas públicas e nas verbas destinadas a combater o aquecimento global. Nos países mais pobres, a fome ronda como uma ameaça cada vez mais assustadora. Os imigrantes passarão a ser ainda mais discriminados e perseguidos nos países que antes os acolhiam para fazer o "trabalho sujo" que seus cidadãos não valorizavam.

É preciso considerar que tudo isso ocorre em um cenário de intensa concentração de renda e crescente desigualdade. Os 20% mais ricos do mundo se apropriam de 82,7% da renda, enquanto os dois terços mais pobres ficam com apenas 6%. Nos últimos 30 anos a diferença entre ricos e pobres mais do que duplicou. Enquanto o Goldman Sachs paga 1% de impostos, o cidadão comum entrega ao Estado entre 30 e 40% da renda de seu trabalho.¹

Uma das novidades geradas pela crise é que ela coloca à mostra, para conhecimento público, as entranhas de um sistema que não consegue mais esconder nos paraísos fiscais e nos meandros burocráticos da administração o seu caráter de classe. Nunca ficou tão claro o papel do Estado no cenário neoliberal.

Obama reconhece, em seus últimos pronunciamentos, que o cidadão está ficando bravo. Que esta situação pode gerar instabilidade política e institucional. A Grécia emitiu os primeiros sinais de mobilização social contra essa apropriação dos recursos públicos pelo sistema financeiro. Na crise de 1929 foram preciso de dois a três anos para que a população saísse às ruas em defesa dos seus direitos. Hoje é de esperar que esse tempo seja substancialmente menor.

E assim se abre, outra vez, o campo das possibilidades históricas. O mais provável é que esta crise provoque uma ainda maior concentração de poder e de riqueza, uma vez que não há, no momento, atores políticos que possam contra-arrestar essa tendência. O que acaba por fortalecer ainda mais o poder dos EUA. Há indicações, que são congruentes com o comportamento de Obama nas últimas semanas, de que as elites econômicas tomam a dianteira e "começam a convergir para uma solução global, do tipo socialdemocrata", como sinaliza Waden Bello.²

José Luis Fiori nos alerta também que "se a crise se prolongar por muito tempo, deverão se multiplicar as rebeliões e as guerras civis, sobretudo nas zonas de fratura do sistema mundial. E não é impossível que algumas desta rebeliões se recoloquem objetivos socialistas"³.

1. Ladislau Dowbor. "A crise financeira sem mistérios: convergência dos dramas econômicos, sociais e ambientais"; www.cartamaior.com.br, 11/02/2009.
2. Walden Bello. "Novo consenso capitalista está em gestação"; em Sin Permisso, 13/01/2009.
3. José Luis Fiori. "Crise longa e profunda atuará como "tsunami darwinista", em www.cartamaior.com.br, 03/03/2009.