sábado, março 21, 2009

SUBURBANO CONTANDO VANTAGEM

Um taxista, suburbaníssimo, carregava três turistas pelos pontos turísticos do Rio de Janeiro enquanto eles discutiam qual deles vinha do país com a construção civil mais ágil. O francês disse:

- Na França, prédios de 20 andares são construídos em uma semana!

O alemão não perdeu tempo e saiu por cima do francês:

- Pois, na Alemanha, prédios de 20 andares são construídos em três dias! Em três dias!

E o americano rebateu, orgulhoso e exibido como um pavão:

- Prédios de 20 andares, nos Estados Unidos, são construídos em 24 horas. As vezes, em menos de 24 horas!

Naquele momento o taxista passava em frente ao estádio do Maracanã. Os turistas olhavam impressionados quando o americano resolveu perguntar:

- Senhor, o que é esse colosso que estamos vendo?

E o taxista respondeu:

- Não sei. Passei aqui faz duas horas e essa porra não tava aí não.

sexta-feira, março 13, 2009

ESSE SÁBADO VOU PRA LAPA NO IRAJÁ

Nem bem acabou o carnaval e a apoteose já vai deixando de ser do samba pra ser do heavy metal. Hoje cedo um colega de trabalho me convidou pra ir no show do Iron Maiden, com entradas custando até R$ 320. Agrdeci pelo convite, gentil que sou, mas disse que não tinha nenhuma dúvida do que faria amanhã à noite.

- Eu vou pra Lapa.

- É? Bacana. Mas vai pra onde na Lapa?

- Eu vou pra Lapa no Irajá.

Expliquei a ele o que explico pra vocês agora. A Lapa no Irajá é um show que acontecerá nesse sábado no Clube Recreativo Pau Ferro, na rua Honório de Almeida, 132. A festa incluirá samba, choro e bossa. Entre os presentes estarão:

- Jorge Aragão, Nelson Rufino, Toninho Gerais, Nem (da tia Doca), Marcelinho Moreira, Marquinhos PQD, Jorgynho Chinna, Gilson Berline e Samba com Atitude.

A apresentação fica por conta do grande Jorge Moreno e a entrada custa humildes sete pratas.

Iron Maiden? Nem pensar! Eu vou é pra Lapa no Irajá! E quem quiser pode chegar!

Abraços!

terça-feira, março 10, 2009

ENTRE AS BOATES E O SAMBA DA OUVIDOR

Na semana passada recebi da minha prima Ana Carolina uma mensagem perguntando quando ocorreria o próximo Samba na Rua do Ouvidor. Avisei, então, que seria no dia sete de março, começando por volta das três da tarde.

E lá se foi a Ana Carolina, dezoito anos, acompanhada da amiga Paula, de dezenove anos, pra roda de samba da Ouvidor. Curtiram a festa.


Domingo à noite encontrei Ana Carolina e perguntei:

- Foi ao samba?

- Fui, cara! Muito bom! Adorei. Pena que lá pras seis e meia pediram pra parar o samba porque ia ter um casamento.

- Normal. Já bebi muita cerveja com um bocado de noivos e padrinhos que invariavelmente pintam por lá.

E segui, perguntando:

- Levou a sua amiga?

- Levei.

- E ela gostou?

- Adorou! Ela me disse o seguinte: Carol, aqui não é como nas boates onde as pessoas são fakes. Aqui as pessoas são de verdade.

Pois é, rapaziada. A Paula, do alto dos seus dezoito anos, definiu muito bem o que se vê ali na Ouvidor. Ali as pessoas são de verdade.

Beijos pra Carol e pra Paula.

sábado, fevereiro 28, 2009

PERGUNTAS ESTRANHAS DE ALUNOS

É assim. Eventualmente eles aparecem com perguntas absolutamente fora de propósito. Às vezes são simpáticos, outras, inconvenientes. Mas na maior parte das vezes eles são é curiosos mesmo. Querem conhecer um pouco mais sobre nós, seus professores, que aos poucos nos tornamos seus ídolos.

Na sexta-feira antes do carnaval entrei em sala já no esquema dos súditos de momo. Dei minhas aulas especialmente eufórico e as terminei saudando os alunos e gritando:

- Evoé!

Curioso foi que, ao longo do dia, surgiram aqui e ali algumas perguntas meio fora de lugar, absolutamente sem relação com a matéria. No final de uma das aulas, enquanto recolhia o meu material, um aluno se aproximou e perguntou:

- Professor, você é casado?

Respondi que sim, há quase quatro anos, e ele sorriu. Respondeu simplesmente:

- Pô, maneiro...

O rapaz, que não tinha me dirigido nenhuma pergunta direta desde o início do ano, denotou naquela curta resposta uma surpresa positiva com o fato de eu ser casado. Entendi pelo tom da voz que a surpresa se devia ao fato de que eu sou jovem para ser casado.

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu não aparento ter 26 anos. Com cabelos sem corte e barba por fazer costumo ganhar uns dez anos a mais pela aparência. No mínimo. Tenho cortado o cabelo e feito a barba com maior frequência, o que somado à perda de peso recente, tem me aproximado mais da minha idade real. Daí a surpresa do rapaz. Mas, convenhamos, não é das perguntas mais absurdas, apesar do seu caráter essencialmente pessoal.

Em outra turma, enquanto fazia o mesmo ritual de recolher o meu material, uma aluna se aproximou e perguntou:

- Professor, você é comediante?

A surpresa foi toda minha dessa vez. Respondi que não de forma contumaz e mesmo assim não fui capaz de convencer a moça. Ela retrucou:

- Eu tenho certeza que te vi no teatro numa comédia em pé. O cara era igual a você, falava igual a você, fazia os mesmos gestos que você...

Interrompi pra afirmar peremptoriamente:

- Não, eu não sou ator e você não me viu atuando em uma comédia em pé.

Ela, ainda duvidando, perguntou pela última vez:

- Sério? Jura que não era você?

Fiz com a cabeça que não e saí pela porta da sala achando aquilo totalmente inusitado. Eu, ator de comédia em pé... Ninguém merece.

Última aula do dia e eu já do jeito que momo gosta. Deixei uns escritos no quadro e fui fazer um três-meia-zero pela sala pra ver quem estava copiando a matéria ou quem estava só engalbelando. Dei um esporro básico aqui, um peteleco na orelha ali e, de repente, uma aluna me chama.

Passei entre duas carteiras e me aproximei, mas não muito. Ela fez com a mão como quem diz que precisa falar de perto, pra poucos ou ninguém mais ouvir. Não concedi-lhe o privilégio e parei a três passos de distância. Sinalizei como quem diz que dali não passaria. E ela perguntou:

- Professor, você é de algum orixá?

- Eu sou de Babá - respondi.

- Sério? - ela devolveu.

- É. Por isso o branco - disse alisando minha camisa.

- É, eu percebi. Mas eu notei pela pulseirinha que você usa.

Ela fazia alusão ao idefá, pulseira de contas verdes e amarelas consagrada aos iniciados em primeiro grau no culto de Ifá-Orumilá. Eu, consagrado Awofakan ti Orumilá desde meados do ano passado, jamais removi meu idefá, essencial para o reconhecimento dos iniciados no culto do grande orixá da sabedoria, além de outras funções de relevância espiritual.

Não foi a primeira vez que fui inquirido sobre minha religião ou sobre meu casamento. Não raro eles, os alunos, atentam para os sinais, como a aliança, o idefá e as blusas brancas que tenho usado invariavelmente pra trabalhar. A novidade dessa sexta-feira momesca ficou com a concentração de tantas perguntas extras num mesmo dia e com a semelhança com um ator de comédia em pé. Comediante, eu? Faça-me o favor...

Abraços!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

NA BALANÇA - UMA SEMANA DEPOIS

Todo mundo sabe, porque é da lei da vida, que um dia todo mundo fica magro, fininho mesmo, literalmente esquelético, mas dentro de uma cova a sete palmos do chão. Pois bem. Mas parece que eu vou ficar mais fininho bem antes de chegar a hora de eu vestir o paletó de madeira, o que eu espero que só aconteça daqui a mais ou menos umas cinco ou seis décadas.

Fui pra balança na segunda-feira passada e dela para o consultório da Dra. Érika. A dieta entrou em vigor no mesmo dia e de lá pra cá se passou uma semana. Voltei à balança e a surpresa é essa aí, ó: são sete quilos que foram embora. Em sete dias.

E irão outros mais. Até!